terça-feira, 28 de junho de 2016

Requião: impeachment encomendado por R$ 45 mil tinha que ser muito ruim

O senador Roberto Requião (PMDB) detonou o pedido de impeachment contra Dilma Rousseff feito pela advogada Janaina Paschoal: “Um impeachment encomendado a Janaina por R$ 45 mil tinha mesmo que ser muito ruim. Mal feito e mal pago”, postou ele no Twitter.

A jurista admitiu ter recebido a soma do PSDB para, junto com Miguel Reale Júnior, elaborar um parecer sobre o afastamento da presidente. “Eu fui contratada pelo PSDB em maio. Nós propusemos o processo em setembro. Recebi R$ 45 mil para fazer o parecer”, disse, depois de ser confrontada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM). Antes, ela afirmava que o pedido havia sido feito com base nas reivindicações de “cidadãos indignados”.

Um laudo assinado por três técnicos do Senado e entregue nesta segunda-feira à comissão do impeachment, a pedido da defesa da presidente, rebate denúncia de que ela praticou "pedalada fiscal”.


“É preciso entender que não se trata de questão jurídica, mas de rejeição econômica, política e pessoal. Simples assim!”, acrescentou Requião.

Com informações do www.brasil247.com

Os golpes vêm para ficar

Por Flavio Aguiar, de Berlim, no site Carta Maior:

“Perde-se a vida, ganha-se a batalha!” ou “Ganha-se a vida, perde-se a batalha!”. Do Capítulo LV, de “D. Casmurro”, de Machado de Assis.

No referido capítulo do romance de Machado, o protagonista e narrador Bentinho hestia entre os dois finais di soneto que pretende escrever. E que, no final, não o faz. Em suma, o soneto, quando menos, perdeu ambos, a vida e a batalha.

Mutatis mutandis, é uma situação hoje enfrentada pelas esquerdas brasileiras, sobretudo, as extremas. Que não gostam do PT. Que nunca gostaram do PT. Que se desiludiram com o PT. Enfim, tudo.

A dúvida cruel, de bastidor, porque inconfessa, pode assim ser resumida: o governo Temer é fraco (e é); o governo Dilma também é e será fraco, se houver uma nova volta; melhor combater um governo Temer fraco e ilegítimo do que um governo Dilma fraco mas legítimo; então vamos por panos quentes numa possibilidade da volta de Dilma; a volta dela está ficando ligada à ideia de um plebiscito sobre a antecipação das eleições; então, se esta a fórmula para ela retornar com força, menos que mínima, somos contra. O resto, convenhamos, é silêncio. Porque tal nano se diz. Fica nas entrelinhas. Nas linhas se diz que o plebiscito é duvidoso, pode legitimar o golpe, pode abrir a porta para uma derrota das esquerdas… etc.

Aí chovem desdobramentos, sendo o principal o de que poderemos (as esquerdas) perder as eleições e assim abrir espaço para um governo legitimamente eleito fazer as barbaridades que este quer fazer, sem legitimidade.Esta linha de argumentação incorre no erro histórico de setores da esquerda em 1964. Estes setores consideravam que o golpe era uma quartelada de pernas curtas; que logo os militares se viriam compelidos a devolver o poder aos civis; e que, assim, o afastamento de Goulart e dos trabalhistas era uma bênção histórica, pois liberaria os trabalhadores do jugo populista e os lançaria nos “Caminhos da liberdade”.

Este tipo de análise esquece uma premissa importante: nem sempre quem está no Palácio está no poder, e vice-versa. Veja-se o caso brasileiro: quem está no Planalto é Temer e sua tropa. Mas quem está no poder é, já agora, um conluio entre:

- o general do Gabinete de Segurança Institucional;

- seus contatos no Instituto Millennium e na mídia golpista;

- contatos em alguns ministérios, setores do funcionalismo insatisfeitos com o governo, etc.

- o ministro da Justiça, que foi a Curitiba visivelmente para convencer Moro a voltar a agir;

- De certo modo, o próprio Moro, dotado de superpoderes judicias e que continuará fazendo o que quiser contra os petistas.

- Além disto, devem fazer parte deste núcleo do complô um bando desconhecido de contatos internacionais - não mais através das sinistra CIA, mas através destas redes de ONGs, siglas e contra-siglas, que fornecem matéria prima para os agentes brasileiros.

- Este grupo deve manter contatos constantes entre si, para manter sua hegemonia sobre as decisões que vierem a ser adotadas.

O general do GSI foi investido de poderes capazes de driblar o Ministério da Defesa. Vai a Israel fechar acordos relativos à segurança. Vai investigar e cadastrar as esquerdas. Temer devolveu aos ministros militares prerrogativas quanto a dados de carreira que Dilma havia retirado.Moro, depois da visita do MJ, volta a agir, com os poderes absolutos de sempre. Manda invadir casa de senadora sem mais aquela. E o STF faz o papel de vaquinha de presépio.

Para este grupo, Temer foi um acidente de percurso. Poderá ser mantido ou não. Se for mantido, é este grupo que ai redesenhar, com a Globo e arredores, mais a Fiesp e suas contribuições, o futuro do Brasil. Não vai haver complacência com relação às esquerdas.

Para este núcleo duro nada pior do que alguma forma de consulta popular. O ideal seria já em 2017 votar uma emenda parlamentarista e algo como uma eleição indireta para a Presidência da República.

Mas diante deste quadro, as esquerdas estão agora empenhadas numa discussão interna. O curioso é que para algumas delas a consulta popular parece tão ameaçadora quanto para o núcleo duro do golpe. Preferem enfrentar um governo Temer - ou outro dele emanado - ilegítimo - do que correr o risco de ver um governo Dilma retornar, mesmo que para comandar uma eleição antecipada. O plebiscito parece uma ameaça: podemos perder! Sim, podemos perder, mas eu diria que nesta altura é a única arma institucional que temos para se contrapor a avalanche do núcleo duro do golpe. Além de que, parece, somente ele poderia abrir uma possível porta para a derrota do impeachment no Senado. Sem este apoio institucional, iremos de manifestação em manifestação até a perda de fôlego. E aí a direita realmente reinará. Com ou sem seus trouxinhas a tiracolo, pois eles terão se tornado dispensáveis.


Não vejo saída sem o plebiscito. Só entrada, mais uma e de vez, num longo túnel chamado golpe. Trata-se aqui de ganhar a vida e a batalha.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Luiz Couto aprova PEC para que União ajude estados e municípios na Segurança Pública

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou no último dia 21 a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 138/15, que acrescenta a segurança pública entre as competências comuns da União, dos estados, e dos municípios.

A proposta já foi aprovada pelo Senado e, por isso, tem preferência nas discussões, mas já houve outras PECs em tramitação que trataram do tema, que é polêmico e divide opiniões na Câmara.

Para o deputado federal Luiz Couto (PT-PB)  a PEC deve reconfigurar o enfrentamento da violência no País, um dos problemas considerados mais importantes pelo parlamentar. "A União precisa ajudar os estados e os municípios, que não conseguem enfrentar uma criminalidade cada vez mais nacionalizada", defendeu.

Já o deputado Maia Filho (PP-PI) disse não estar certo se a Polícia Federal estaria pronta para investigações de homicídios, e acredita que a separação entre áreas de atuação pode ser benéfica para todas as polícias. "Mas são dúvidas que ainda poderemos tirar nos debates da comissão especial", disse.

Pelo texto, a União teria prerrogativa de legislar sobre o tema, estabelecendo políticas e regras gerais, e normas seriam criadas para a cooperação entre os entes federados. Os estados continuam com a maior parte da responsabilidade, e com o comando das Polícias Civil e Militar, enquanto os municípios continuarão a contribuir apenas com informações e com as guardas municipais, que têm por finalidade a proteção de bens públicos.

A PEC também passa para a Justiça Federal a competência para julgar crimes cometidos por organizações criminosas que tenham por finalidade a prática reiterada de homicídios, como as milícias, por exemplo.

Tramitação 

A PEC será examinada agora por uma comissão especial criada especialmente para essa finalidade. Em seguida deve ser votada em dois turnos pelo Plenário.


Com informações da Ascom do Dep. Luiz Couto

Polícia Militar divulga balanço das ações no São João 2016

A Polícia Militar da Paraíba encerra a Operação São João 2016 com um saldo de 70 suspeitos de crimes presos, 24 armas de fogo apreendidas e 20 veículos roubados recuperados, e ainda com uma redução de 30% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais – CVLI, reduzindo de 18 para 12, quando comparado ao mesmo período do ano de 2015, conforme balanço divulgado pela corporação no início da manhã desta segunda-feira (27).

Durante a Operação São João 2016, que começou às 18h da última quinta-feira (23) e foi concluída na primeira hora da madrugada desta segunda-feira (27), a Polícia Militar atendeu 2.420 ocorrências em todo o Estado, que resultaram na prisão dos 70 suspeitos, sendo 27 por roubo, 13 por porte ilegal de arma, 12 por furto, 11 com drogas, quatro em cumprimento a mandado de prisão e três por homicídio.

Com a intensificação de ações e reforço no efetivo para as festas juninas, 24 armas foram apreendidas em várias cidades do Estado: (João Pessoa, Santa Rita, Bayeux, Campina Grande, Juarez Távora, Nova Floresta, Araruna, Barra de Santa Rosa, Caaporã, Gurinhém, Cachoeira dos Índios, Remígio, Pocinhos, Solânea, Santa Inês, Cuité de Mamanguape, Cajazeiras e Monteiro); 20 veículos roubados foram recuperados – sendo13 motos e sete carros –, e devolvidos aos seus proprietários, e 218 pedras de crack, 14 papelotes de cocaína e nove trouxas de maconha foram apreendidos.

Com informações da Secom-PB

sábado, 25 de junho de 2016

Plano Meirelles é ditadura econômica de 20 anos

Depois de fracassar na montagem da da fantasia de um governo envolvido num comportamento ético com alguma diferença notável em relação aos antecessores, o último conto da Carochinha que acompanhou a ascenção de Michel Temer ao Planalto reside na promessa de recuperação econômica.

Está difícil. Num país onde as instituições se embaralharam, a economia e a justiça só podem andar no mesmo compasso. É o que revela  reportagem de Fernando Scheller e Monica Scaramuzzo, publicada pelo Estado de S. Paulo (19/6/2016), que aponta os números das 32 grandes empresas  investigadas diretamente pela Lava Jato e pela Operação Zelotes e revela um estado de calamidade previsível mas ainda mais grave do que se poderia imaginar. 

Com receita combinada de R$ 760 bilhões, patrimônio que equivale a 14% do PIB, elas têm um poder de impacto indireto muito maior sobre a economia, "de proporções incomensuráveis," nas palavras do economista José Roberto Monteiro de Barros. Com poucas excessões, estes foram os grupos privados que, ao lado do setor público,  alavancaram o crescimento do país em anos recentes.

Numa combinação de fatores perversos que se alimentam mutuamente, num ciclo vicioso que explica uma recessão sem paralelo, o desemprego em ritmo de galope, a perda de renda e a falta de perspectivas reais para uma retomada, "muitas companhias, sobretudo fornecedoras da Petrobras, quebraram ou estão em recuperação judicial. Grandes grupos estão vendendo ativos e com dificuldade de financiar suas dívidas. Cerca de 1 milhão de trabalhadores foram demitidos ao longo dos últimos doze meses," resumem os jornalistas, citando estimativas da Força Sindical.  Nem é surpreendente que, nesse ambiente, a distancia entre a renda de ricos e pobres, que havia caido por mais de uma década, esteja se ampliando, como demonstra estudo do professor Rodolfo Hoffman, da USP, que aponta para um crescimento de 3% a partir de 2015.

Como se o passado não fosse suficiente, o presente não tem oferecido palavras úteis para o futuro. A única divergência real entre aliados que constituem o governo interino consiste em definir qual deve ser a extensão do projeto de austeridade que se pretende implantar como eixo da política economica do país pelos próximos vinte anos. A idéia não é crescimento. É arrocho. Esta é a grande novidade.

Embora se trata de um governo de caráter temporário, não se fala agora de um ajuste temporário, que pode ou não fazer parte da cartilha econômica de muitos governos, inclusive de histórico progressista – como ocorreu com Lula no início do primeiro mandato, com Dilma no segundo.

No Brasil de 2016 corre-se o risco de aprovar uma emenda constitucional que irá orientar a questão básica de toda política econômica – o gasto público, matéria prima original para um país crescer, retroceder ou ficar estagnado – através de um projeto que Henrique Meirelles quer aprovar para durar pelos próximos vinte anos.

Para entender um pouco a proposta, é preciso comparar com os velhos programas decenais da antiga União Soviética stalinista. A diferença é que agora se pretende desregulamentar o Estado, estimular desindustrialização e a abertura absoluta ao capital externo. A finalidade não é construir uma potência econômica autônoma e fechada, nos moldes do socialismo num só país, nem criar regras favoráveis aos trabalhadores e aos mais pobres, mas atrair investimentos externos pela construção de um paraíso dominado pela lógica do mercado financeiro, inteiramente aberta aos grandes grupos estrangeiros, sem o menor sinal, nem simbólico, para expressar algum desejo de soberania nacional – como se viu no projeto de abertura das empresas aéreas.

Isso quer dizer que, por vinte anos consecutivos, o país estará submetido à uma mesma política econômica, sujeita a acertos e ajustes no detalhe, apenas. Como estamos falando de emenda constitucional, e não de lei ordinária, é bom recordar que as futuras gerações terão dificuldades imensas, quem sabe intransponíveis, para alterar a orientação ficar aprovada. Isso porque o rito para derrubar uma cláusula constitucional envolve a construção de maiorias sólidas, nas duas casas, em diversas votações, para poder efetivar-se.

Basta imaginar a dificuldade de aprovar, em situações normais, qualquer medida de caráter progressista pelo Congresso, em matéria que sempre vai envolver grandes interesses econômicos, para se calcular o tamanho da guerra a ser travada, neste caso.

Há outro aspecto.  Após a aprovação de uma emenda constitucional, mesmo a troca de governo através de eleições presidenciais será insuficiente para produzir efeitos práticos sobre a vida da maioria da população. É que o raio de ação dos novos governantes já estará pré-definido pelos novos parâmetros constitucionais. A existência de uma legislação semelhante -- que limita o endividamento do governo norte-americano -- tem permitido ao Partido Republicano enfraquecer e mesmo anular iniciativas progressistas que chegam ao Congresso dos Estados Unidos. O exemplo mais recente é o programa de saúde pública, drama que acompanha a população norte-americana há duas décadas. Aquilo que foi perdido nas urnas presidenciais, pela vontade da maioria, pode ser recuperado pelos conservadores atrás das regras de controle de gastos do Legislativo -- e nada sai do lugar. Com o mesmo controle de ferro, o Banco Central Europeu tornou-se uma instituição capturada pelo mercado financeiro, subordinando os grandes controles da economia a sua lógica. Acima de qualquer outro fator, este elemento explica o prolongado marasmo europeu após o colopso de 2008-2009, raiz da instabilidade permanente da União Européia, consagragada agora pela plebiscito dos britânicos a favor a separação. 

No caso brasileiro, a emenda constitucional pretende garantir, de saída, a exclusão de  todas as políticas expansionistas, presentes na segunda fase do governo Lula e o primeiro mandato de Dilma. Nem na ditadura militar -- regime que se prolongou por 21 anos – o país foi submtido a linha dura da austeridade, como se pretende agora. O regime foi contracionista com Roberto Campos e Mario Henrique Simonsen, mas assumiu uma postura oposta nos anos de Delfim, quando a política economica se alterou e o país encarou as mais altas taxas de crescimento de sua história.

Responsável técnico-político pelo colapso da economia européia após a crise de 2008-2009, o economista Jean Louis Trichet despediu-se da presidência do Banco Central Europeu cobrando congratulações pela decisão de jamais reduzir os juros para estimular o crescimento. Embora o Velho Mundo mTrichet achava que havia feito o principal – impedir o retorno da inflação, em qualquer nível.

Embora as ambições presidenciais de Henrique Meirelles sejam um dado conhecido,  a verdade é sua emenda é a prova de eleitores. Mesmo que nunca seja eleito para ocupar o Planalto, o ministro da Fazenda de Michel Temer terá uma influência considerável, e até decisiva, no destino de todos os governos eleitos em 2018, 2022, 2026, 2030 e 2034. Se aprovada, a emenda constitucional entraria em vigor em 2017 para permanecer até 2037.

Após os primeiros dez anos -- prazo equivalente a 2,5 mandatos presidenciais pelas regras de hoje – será possível fazer uma revisão das metas estabelecidas, quem sabe amenizando ou agravando as restrições para gastos públicos, por mais dois mandatos e meio. No total, temos um programa para cinco mandatos presidenciais consecutivos. Constitui amarga ironia no currículo de um grupo  político que passou as últimas eleições resmungando sobre a "alternância de poder."

Numa conjuntura em que o sistema político encontra-se em posição de desmanche, na qual o Congresso encontra-se dominado por uma maioria de aventureiros, pretende-se aprovar uma medida de efeitos profundos, duradouros -- e nocivos, do ponto de vista da maioria da população. A ideia é criar uma realidade permanente,  acima do poder de decisão de governos a serem eleitos. Acima, portanto, da soberania que autoriza o eleitorado a trocar de governo,  e de orientação econômica, de quatro em quatro quatro anos.Você pode até achar que a austeridade é o valor número 1 de qualquer governo. Um ponto de honra num país de botocudos gastadores e pouco civilizados.  Ou pode acreditar que, em várias conjunturas, o investimento público elevado contribui para atender a necessidade de criar estímulos para um crescimento necessário para gerar emprego e ampliar o bem-estar da população, ainda mais num país com as características do Brasil.

Em qualquer caso, estamos falando de opções políticas, típicas de uma democracia verdadeira, que permite a todo cidadão dizer em urna  sua visão sobre o país que deseja construir. A criação de uma emenda constitucional que é, na verdade, uma plataforma sintética de uma política econômica específica, é uma forma de tolher e condicionar essa discussão, estabelecendo limites prévios a decisão do eleitor. O propósito é travar a democracia. Uma forma de ditadura econômica, ainda que muitas pessoas tenham problemas apenas com a palavra, em vez de ficarem incomodados com a própria coisa que ela designa.

A chance da emenda ser aprovada neste Congresso, infelizmente, é real. O enfraquecimento da bancada progressista da Câmara e do Senado abre espaço para um atividade de rolo compressor.  A crise econômica, cada vez mais profunda, sem perspectivas, estimular  ideias demagógicas e soluções simplórias, que se tornaram mais complicadas de debater num ambiente político onde opiniões que quesitonam a visão dominante perdem espaço graças a uma política de esvaziamento deliberado das redes sociais.

Nesta situação, desfavorável, é preciso comprar o debate e compreender, que não está em curso uma medida de emergência nem uma ideia conjuntural, mas uma ideia desastrada e dificilmente remediável.


Paulo Moreira Leite/Brasil247

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Seminário internacional sobre água e desenvolvimento no contexto da ecologia política será realizado na UFCG em Sumé

Será realizado no Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da UFCG nos dias 16 e 17 de agosto, o  "Seminário Internacional Água e Desenvolvimento no contexto da ecologia política". O evento tem inscrições gratuitas e limitadas para professores, técnicos administrativos e alunos.

A inscrição deve ser feita enviando um e-mail para pet.cdsa.ufcg@gmail.com, informando o nome, a ocupação, o curso e a instituição da qual faz parte.

As atividades serão realizadas no Auditório do CDSA, pela manhã (8h às 12h) e pela tarde (14h às 18h). O ministrante do Seminário será o professor José Esteban Castro, da School of Geography, Politics and Sociology - Newcastle University, Inglaterra.

A realização é do Observatório de Políticas Públicas do Semiárido - OPPS, do Núcleo de Pesquisa, Gestão Pública, Política e Cidadania - NUGEP, Gestão de Cidades e Desenvolvimento Urbano - GEDURB, PET Gestão Pública, Projeto Aqua e Grupo de Pesquisa Estudos e Saberes Ambientais Enrique Leff - ESAEL - PPGCJ/UFPB. Tem apoio da UFCG, CDSA, UEPB, CAPES, FNDE e MEC.

Sobre o ministrante

José Esteban Castro atua em ciência social interdisciplinar. Ele foi formado como sociólogo (1983-1988) na Universidade Nacional de Buenos Aires (UBA), Argentina, onde se tornou assistente de ensino em Sociologia Urbana (Carreira de Sociologia) e desde seminários Metodologia de Pesquisa do Instituto de Pesquisas Gino Germani, até 1990. Ele também estudou psicologia na mesma universidade (1984-1990). Castro obteve um mestrado em Ciências Sociais da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO), no México (1990-1992), e tornou-se professor de Ciências Sociais da mesma instituição. Em 1998, ele recebeu uma DPhil em Política pela Universidade de Oxford. Sua dissertação centrou-se na interrelação entre a política de água e a formação da cidadania no México, e foi premiado com o Prêmio 1998 de Pós-Graduação da Sociedade Britânica-mexicana. Antes de vir para Newcastle em 2005, ele foi um Pesquisador Associado Sênior na Universidade de Oxford, professor de Estudos sobre Desenvolvimento da London School of Economics e professor de Ecologia Política na University College London.

O trabalho de Castro tem se concentrado principalmente na América Latina e Europa, em particular na Argentina, Brasil e México. Ele tem sido professor visitante em várias universidades, incluindo a Universidade Nacional de Buenos Aires (UBA), a Universidade Nacional de Rosário (UNR), da Universidade Nacional de Córdoba, da Universidade Nacional de Cuyo (UNCUYO) na Argentina, o Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) no Brasil, a Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais (FLACSO), da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM), e da Universidade ITESO jesuíta no México, a Universidade de Lisboa, em Portugal, e da Universidade de Alcalá de Henares, na Espanha.

Entre outros produtos de seu trabalho de investigação em colaboração com parceiros internacionais, Castro liderou a criação da rede internacional de pesquisa WATERLAT-GOBACIT (www.waterlat.org), que também coordena. A rede é dedicada à pesquisa, ensino e ação prática em relação à política e gestão da água. Ele tem mais de 300 membros (http://waterlat.org/team/members-new/), dos quais cerca de um terço são estudantes, principalmente de doutoramento e mestrado estudantes, mas também estudantes de graduação (http://waterlat.org/team/ alunos-novos /).

Castro é membro de várias instituições profissionais e redes acadêmicas, incluindo a International Sociological Association (ISA), a American Sociological Association Latin (ALAS), e da Rede de Pesquisa figuracional da Fundação Norbert Elias (http://www.norberteliasfoundation.nl/ rede / index.php).


Rosenato Barreto - Assimp CDSA/UFCG

Dilma: Onde foi parar o dinheiro para o reajuste do Bolsa Família?

A presidenta Dilma Rousseff vem promovendo uma série de bate-papos com os internautas, denunciando a agenda neoliberal imposta pelo presidente interino Michel Temer, que retira direitos e conquistas dos trabalhadores. Nesta terça-feira (21), Dilma convidou a titular do Ministério do Desenvolvimento Social Combate à Fome do seu governo, Tereza Campello, para esclarecer alguns questionamentos à respeito dos cortes feitos pelo governo ilegítimo no Bolsa Família.

Questionada sobre a decisão do interino Michel Temer em não realizar o reajuste no Bolsa Família, Dilma alertou para o impacto negativo dessa medida para os pequenos munícipios. “O aumento do benefício do Bolsa Família é importante para a família e também para a economia local. Quando a família gasta com alimentos, roupas, calçados, remédios, isso impacta a economia local e o comerciante, o feirante, o dono do armazém, etc., também se beneficiam. Cada R$ 1,00 gasto pelo beneficiário do Bolsa Família gera R$ 1,78 para o conjunto da economia. Por isso o Bolsa Família tem impactos significativos nos pequenos municípios com menor IDH do país. Sem o benefício do reajuste do Bolsa Família todos perderão!”

O povo paga o pato

E denuncia: “Não dá pra entender este governo golpista. Havia previsão de recursos para o aumento. Eles ampliaram o deficit fiscal. Eles concederam aumento para várias categorias do funcionalismo, fizeram uma anistia para os estados, que segundo eles mesmos custará R$ 20 bilhões. Eles aumentaram vários outros gastos. Só não acharam dinheiro para dar o reajuste do Bolsa Família, cujo valor não passa de R$ 1,2 bilhão. Onde foi parar o dinheiro que tínhamos reservado para o reajuste do Bolsa Família? Só os mais pobres devem pagar o pato?”

Falsos boatos

Dilma aproveitou a oportunidade para, mais uma vez, desmistificar as falsas afirmações sobre o programa. “Ao contrário do que alguns afirmam, os valores pagos ao Bolsa Família são muito pequenos, em média R$ 162,00 por família. Esse valor garante não só um complemento para alimentação familiar mas, sobretudo, garante que 17 milhões de crianças estejam frequentando a escola e 9 milhões de crianças e gestantes tenham acompanhamento de saúde semestral: medir, pesar, tomar vacinas e fazer o pré-natal, no caso das gestantes. De fato, os R$ 1,2 bilhão estava previstos no orçamento e com recursos financeiros garantidos. Só um grande preconceito com o Bolsa Família pode explicar porque o aumento de 9% no benefício médio não foi até hoje concedido. Desde sexta, está sendo pago o benefício do Bolsa Família com zero de reajuste. É uma fantástica injustiça.”

E continuou: “Nós sabemos que mais de 70% dos adultos que recebem o Bolsa Família trabalham. Trabalham muito. Como não tiveram a oportunidade de estudar, ter uma profissão, acesso à informação ao longo de sua vida, mesmo trabalhando muito não recebem o suficiente para garantir uma vida digna para seus filhos. O Bolsa Família é só um complemento, uma retirada de algumas famílias da pobreza extrema. No caso das crianças, o Bolsa Família impede que elas repitam a história de exclusão de seus pais. Ao acompanharmos a frequência à escola, garantimos que elas tenham melhor formação e mais oportunidades no futuro”.

A presidenta afirmou que a primeira medida caso volte ao governo será pagar o reajuste ao Bolsa Família. “É claro que este governo provisório, ilegítimo e interino está comprometendo as políticas sociais do meu governo”, concluiu.


Fonte: Portal Vermelho

terça-feira, 21 de junho de 2016

Laboratório de Ecologia e Botânica do CDSA recebe o Prêmio Internacional DrylandChampions

O Laboratório de Ecologia e Botânica (LAEB) do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da UFCG foi uma das 22 instituições que foram homenageadas, na última sexta-feira (17), em Brasília, pelo Prêmio Internacional DrylandChampions, promovido pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD, sigla em inglês), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA).

A premiação ocorreu na comemoração do "Dia Mundial da Desertificação" e contemplou as instituições que se destacaram com projetos no Semiárido.

O projeto premiado do LAEB foi "Estratégias para Recuperação do Meio Degradado em Mata Ciliar na Caatinga: Subsídios para a Conservação e a Sustentabilidade dos Recursos Naturais no Semiárido Paraibano".

O Programa DrylandChampions é destinado a homenagear as atividades das pessoas e (ou) organizações e empresas que fazem uma contribuição prática ao Manejo Sustentável de Terras. Sob o lema DrylandChampions "Eu sou parte da solução", a iniciativa centra-se em primeiro lugar, sobre as pessoas, o seu empenho e esforços para melhorar as condições de vida das populações e das condições dos ecossistemas afetados pela desertificação e a seca.

A professora Alecksandra Vieira de Lacerda, coordenadora do LAEB e do projeto premiado e ainda líder do Grupo de Pesquisa Conservação Ecossistêmica e Recuperação de Áreas Degradadas no Semiárido, ressaltou a importância desse prêmio como reconhecimento das ações que vem sendo edificadas pelo seu grupo dentro do contexto da Semiaridez brasileira.

"Necessitamos ampliar as boas práticas voltadas para o cenário regional e isso se faz urgente dentro da agenda de atividades humanas, as quais devem se encontrar centradas no desenvolvimento, sem jamais, esquecer os preceitos da sustentabilidade – é necessário vivenciar a região e ressaltar as suas potencialidades", destacou a professora.


Assimp CDSA/UFCG

Globo vê Aécio no banco com alto teor de propina

A descoberta de que a Odebrecht mantinha um banco no exterior, em sociedade com o grupo Petrópolis, da cervejaria Itaipava, para realizar pagamentos de natureza política, pode esclarecer o conteúdo do listão da empreiteira, apreendido na Operação Xepa, uma das etapas da Lava Jato.

Com o vazamento da lista, surgiram indícios de que a Odebrecht distribuiu pelo menos US$ 117 milhões para o pagamento de propina entre 2008 e 2014. A novidade é que, agora, o operador Vinícius Veiga Borin revelou que a compra do Meinl Bank, pela Odebrecht e pelo empresário Walter Faria, do grupo Petrópolis, visava facilitar o pagamento de propinas.

Na reportagem desta segunda-feira, o jornal O Globo cita Aécio como um dos beneficiários dessas doações. "O delator não envolve diretamente a cervejaria no esquema, só informa que era sócia da Odebrecht no banco e que distribuidoras de bebidas ligadas ao grupo Petrópolis fizeram doações eleitorais. Na 23a. etapa da Lava-Jato, foi achada com um diretor da Odebrecht planilha em que essas empresas aparecem fazendo doações a políticos, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG)."

O Globo se refere à empresa Leyroz, que doou R$ 1,6 milhão a Aécio e ao PSDB em 2010, no ano em que ele concorreu ao Senado Federal, após dois mandatos como governador de Minas (saiba mais sobre o caso aqui). À época, Aécio declarou que as doações foram legais e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral.


Com informações do www.brasil247.com

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Abertas inscrições para o programa Residência Universitária na UFCG em Sumé

Estarão abertas até o dia 4 de julho próximo, no Protocolo Setorial do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da UFCG, as inscrições para o programa Residência Universitária. Os estudantes interessados devem apresentar a documentação exigida no referido edital de seleção, disponível no sítio eletrônico do CDSA (www.cdsa.ufcg.edu.br).

Estão sendo disponibilizadas 10 vagas, sendo 5 para a residência masculina e 5 vagas para a feminina.

A seleção dos estudantes se dará através de análise socioeconômica realizada pelo Setor de Serviço Social do CDSA/Campus de Sumé. É importante que o estudante interessado preencha o formulário corretamente e apresente a documentação exigida no edital. A ausência de documentos exigidos dificultará a análise da realidade socioeconômica do estudante.

Serão priorizados os estudantes que atendam aos seguintes critérios: Estejam regularmente matriculado em no mínimo 12 créditos, em curso de graduação na modalidade presencial da Universidade Federal de Campina Grande, Campus Sumé; Apresentem renda familiar per capita não superior a um salário mínimo e meio; Tenham concluído o ensino médio em escolas públicas ou privada com bolsa integral e, não residir no Município de Sumé.

Calendário das seleções: Período de inscrições - 20/06 a 04/07; Divulgação dos selecionados para a entrevista - 11/07; Realização de entrevistas - 12 a 13/07; Divulgação do resultado provisório - 14/07; Prazo para recursos - 15 e 18/07; Divulgação do resultado final - 19/07 e Encontro para novos residentes - 20/07.

O Programa Residência Universitária é mantido pela Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários da UFCG, através da Coordenação de Apoio Estudantil, Direção do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido e a Gerência de Assuntos Estudantis.

Para maiores informações ou esclarecimentos entrar em contato com o Setor de Setor de Serviço Social da Gerência de Assuntos Estudantis através do telefone (83) 3353-1866.


Com informações de Rosenato Barreto – Assimp CDSA/UFCG