quarta-feira, 4 de março de 2015

Luiz Couto libera recursos para três municípios do Cariri

O deputado federal Luiz Couto (PT/PB) confirmou a liberação pelo MDA (Ministério de Desenvolvimento Agrário) de recursos para três municípios localizados no Cariri paraibano. Congo, São José dos Cordeiros e Parari serão beneficiados com ações que totalizam R$ 375 mil reais.

O dinheiro é oriundo de emendas do parlamentar ao orçamento 2014 e tem como objeto “Patrulhas Mecanizadas”, que deve beneficiar diretamente agricultores da região. “Nosso compromisso com o Cariri é algo marcante, todos os anos garantimos ações para diversos municípios, vamos continuar atuando em diversas frentes e dialogando constantemente com a população”, afirmou Couto.

Para Dimas Teixeira, presidente do Partido dos Trabalhadores em São José dos Cordeiros, a votação de Luiz no último pleito referenda esse trabalho permanente. “O povo acreditou no nosso compromisso, e as repostas do parlamentar estão acontecendo”, finalizou o dirigente.

Já para Josias Moura, ex-secretário de agricultura de Parari, o deputado Couto foi atencioso com os agricultores, mesmo não recebendo uma votação expressiva no município nas eleições. “Para Luiz o trabalha está à frente dos votos, assim vamos continuar pleiteando ações, como fizemos com essa, independente da gestão”, ratificou o petista.

Com informações da Ascom/Dep.Luiz Couto

Veja admite que mentiu e pede desculpas a Lula

Num rompante de sinceridade, a revista Veja admitiu nesta segunda-feira, 3, que mentiu; após desmentido oficial do Instituto Lula e Boletim de Ocorrência registrado por invasão de domicílio, a revista Veja publicou nota em que admite foi uma mentira a matéria do repórter Ulisses Campbell sobre uma festa de aniversário de um suposto sobrinho do ex-presidente Lula em Brasília; a revista do grupo Abril pediu desculpas a Lula e aos leitores pelo exemplo de mau jornalismo; "Pelo equívoco, Veja Brasília se desculpa com seus leitores e, mesmo que a nota não contivesse conotação negativa, se desculpa também com o ex-presidente e sua família por quaisquer transtornos que possa ter ocasionado", escreveu.

A revista Veja Brasília divulgou uma nota nesta segunda-feira, 3, em que reconhece que mentiu sobre reportagem acusa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ter pago uma festa de aniversário a um suposto sobrinho, publicada o dia 18 de fevereiro.

A revista pediu desculpas aos leitores e ao ex-presidente Lula pela matéria do repórter Ulisses Campbell. "É errada a nota 'Celebração estrelada', publicada na edição do dia 18 de fevereiro (pág. 16), por VEJA BRASÍLIA, dando conta dos preparativos de uma festa que homenagearia um sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no bufê Aeropark, no Distrito Federal", admite a revista da editora Abril.

"Pelo equívoco, VEJA BRASÍLIA se desculpa com seus leitores e, mesmo que a nota não contivesse conotação negativa, se desculpa também com o ex-presidente e sua família por quaisquer transtornos que possa ter ocasionado", escreveu Veja.

O texto de Veja afirmava que a festa reuniria centenas de crianças e distribuiria iPads com uma mensagem gravada por Léo Moura, lateral do Flamengo, incentivando a prática de esportes. Também informava que a família de Lula teria pago a organização da festa em dinheiro, acumulando um gasto de quase R$220 mil.

Logo após a veiculação do texto fantasioso, o Instituto Lula se pronunciou oficialmente afirmando que o conteúdo divulgado pela revista era mentiroso. Lula não tem nenhum sobrinho chamado Thiago morando na capital federal, como havia afirmado o repórter. "Lamentamos que a revista publique informações falsas sem sequer checar a informação e que perfis da internet, como os do vlogueiro Felipe Neto, o do apócrifo Folha Política, e o do site Implicante, entre outras pessoas e veículos de boa e má fé, repliquem tal absurdo".

Não bastasse a veiculação da matéria, o repórter Ulisses Campbell chegou a invadir o condomínio da família de Frei Chico, irmão de Lula, em São Paulo, se dizendo passar por entregar de livros. A família do irmão do ex-presidente registrou um Boletim de Ocorrência contra o jornalista. "Quando a babá percebeu que o referido indivíduo [Ulisses] não entregou livro algum e começou a perguntar sobre os horários de chegada dos moradores, teria trancado a porta e pedido ajuda para a equipe de segurança do condomínio"; invasor fugiu das dependências do condomínio, mas foi localizado pela Polícia Militar.

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terça-feira, 3 de março de 2015

Ministério da Saúde destinou R$ 5 bilhões para 26 mil postos de saúde

Recurso integra programa Requalifica UBS que, há quatro anos, investe na melhoria das unidades de saúde visando ampliar o atendimento à população.

O Ministério da Saúde já destinou R$ 5 bilhões para a reforma e construção de 26 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) em 5 mil municípios brasileiros.

A ação faz parte do Programa Requalifica UBS, que tem como objetivo melhorar as unidades de saúde existentes, além de possibilitar a construção de novas unidades para ampliar o atendimento à população pelo SUS.

Criada em 2011, a iniciativa permite que sejam firmadas parcerias com os municípios para que os gestores locais possam estruturar seus postos de saúde e oferecer melhor atendimento à população. Atualmente, 22,7 mil obras estão em andamento ou já foram concluídas. A previsão é que outras 14 mil unidades entrem em obras nos próximos anos.

No Brasil, 40,6 mil UBS estão em funcionamento, sendo responsáveis pelo atendimento da população que reside na área de abrangência da Unidade. O setor é responsável pela resolução de até 80% dos problemas de saúde e tem recebido prioridade nos investimentos do governo federal. Uma prova disso é o investimento atual na atenção básica, que dobrou nos últimos quatros anos, alcançando R$ 20 bilhões em 2014. A gestão das UBS é responsabilidade das Prefeituras, com apoio técnico e financeiro do Ministério da Saúde.

O governo federal, em parceria com os Municípios, também tem investido na ampliação dos profissionais que prestam atendimento nos postos de saúde. Atualmente, há 39.064 equipes de Saúde da Família, crescimento de 135% quando comparado a 2002, quando foram registradas 16.698 equipes.

Também houve crescimento expressivo no número de agentes comunitários de saúde (ACS), atualmente em 265.272, um aumento de 49% se comparado a 2002, quando foram registrados 175.463 agentes.

A população coberta pelas equipes de Saúde da Família também teve um crescimento importante de 120%, passando de 54,9 milhões de pessoas em 2002 para 120,5 milhões em 2015. Também houve crescimento de 40,5% na cobertura feita pelos agentes comunitários de saúde, que saltou de 90,6 milhões de pessoas em 2002 para 128,5 milhões.

Iniciativas

O Ministério da Saúde desenvolve uma série de outras ações para apoiar o aperfeiçoamento e ampliação da atenção básica. Um exemplo é o Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ AB), que, desde 2011, já avaliou e qualificou mais de 29 mil equipes profissionais de saúde em mais de 5 mil municípios.

Outra ação é o programa Mais Médicos, lançado em 2013, que ampliou a assistência na atenção básica ao fixar médicos nas regiões com carência de profissionais. Até o final do ano passado, 14.462 médicos foram enviados para 3.785 municípios, beneficiando 50 milhões de brasileiros. Além de suprir a demanda dos municípios, a iniciativa está associada a investimento na infraestrutura, citada acima, e formação profissional.

Com essas iniciativas, o Ministério da Saúde cumpre o seu papel de ser parceiro dos municípios em todas as frentes, oferecendo as condições necessárias para que a estrutura, o atendimento e a qualificação melhorem continuamente por meio de projetos de abrangência nacional, fortalecendo os mecanismos de controle e a transparência do SUS.

Transparência

O governo federal também investe na transparência para reforçar o monitoramento e controle social das construções, reformas e ampliações de UBS.

Com a criação do Sistema de Monitoramento de Obras (SISMOB), o Ministério da Saúde passou a disponibilizar as orientações mínimas necessárias à elaboração do projeto básico de arquitetura, visando a qualidade e padronização das obras. Essas orientações estão baseadas em normativas já vigentes de órgãos como Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O Sistema possibilita comparativos do planejado e do executado de cada obra, assim como suas fases e etapas, podendo o gestor comparar o cronograma pré-definido da obra com o andamento real. Todo o histórico da obra, juntamente com as imagens fotográficas, pode ser visualizado pelo sistema. Também permite que o gestor seja sinalizado por meio de alertas quando alguma etapa da obra estiver em caminho crítico ou em atraso, melhorando a qualidade da informação.

Financimento

O incentivo federal para a construção de Unidades Básicas de Saúde (UBS) leva em conta o porte da unidade, variando entre a UBS Porte I, no valor de R$ 408 mil, e o porte IV, de R$ 773 mil. Para receber o recurso, o município ou o Distrito Federal deverá cadastrar sua proposta junto ao Ministério da Saúde. Já no financiamento das obras de ampliação e reforma, o município encaminha uma proposta que deve estar limitada a um teto previsto em portaria.

No caso dos projetos de ampliação, os valores a serem destinados pelo Ministério da Saúde podem variar entre R$ 50 mil a R$ 250 mil. E para os projetos de reforma, o incentivo federal alterna a depender da metragem da unidade, sendo entre R$ 30 mil e R$ 350 mil.

Os repasses financeiros do Ministério da Saúde para Atenção Básica tem uma parte fixa per capita – Piso de Atenção Básica Fixo- PAB Fixo,  e uma parte variável – PAB Variável, que depende da adesão dos Municípios aos programas federais como, por exemplo, o programa Saúde da Família, Agentes Comunitários de Saúde, Saúde Bucal, entre outros.

Além disso, são utilizados critérios epidemiológicos, considerando as características de doenças transmissíveis ou crônicas existentes em cada região. Todas as transferências são feitas diretamente pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS) para os fundos municipais e estaduais de saúde, a quem competem gerenciar a verba.

Fonte: Ministério da Saúde

Luiz Couto anuncia liberação de recursos da saúde para 22 municípios da Paraíba

Campina Grande, João Pessoa, Guarabira e Solânea estão entre os contemplados

O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) recebeu a informação de que foi publicada, nessa segunda-feira (2), a portaria de número 173 da Secretaria de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, autorizando a liberação de R$ 62,2 milhões para 22 municípios paraibanos.

Campina Grande, Belém, Aguiar, Cajazeiras, Catolé do Rocha, Coremas, Guarabira, Itabaiana, Itaporanga, Itapororoca, João Pessoa, Monteiro, Patos, Piancó, Picuí, Pombal, Princesa Isabel, Queimadas, Serraria, Solânea, Sousa e Taperoá foram os municípios contemplados.


Ascom do Dep. Luiz Couto

Procase realiza Dia de Campo sobre barragens subterrâneas em Soledade

O Projeto de Desenvolvimento Sustentável do Cariri, Seridó e Curimataú (Procase) promove, nesta quarta-feira (4), na comunidade Quixudi, em Soledade, o primeiro Dia de Campo sobre construção de barragens subterrâneas e instalação de tecnologias sociais para áreas demonstrativas de produção de alimentação animal.

A proposta da atividade é disponibilizar a estrutura da barragem subterrânea para captação e irrigação de forragem, sensibilizando agricultoras e agricultores familiares quanto à gestão da água, e a capacidade de replicar a técnica em outros locais. “A garantia do suporte hídrico é o primeiro passo para o desenvolvimento sustentável das comunidades localizadas no semiárido. Com a água, e a partir de tecnologias sociais replicáveis, poderemos estabelecer unidades intensivas de produção de alimentação animal”, comenta o gerente de Desenvolvimento Produtivo e Inserção de Mercado do Procase, Miguel David.

A construção das barragens é apenas uma etapa da implantação de cinco Unidades Demonstrativas (UDs) de produção de forragem, espalhadas pelas cinco regiões de abrangência do Procase no Estado, servindo como alternativa produtiva a ser multiplicada pelos agricultores familiares do semiárido. “Além das barragens, teremos nas outras etapas a instalação de kits de irrigação, e os campos de multiplicação, com espécies como o mandacaru, a palma e o sorgo, que garantem a alimentação animal no período da estiagem”, acrescenta Miguel.

A programação da atividade começa com café da manhã, seguida de apresentação e diálogo sobre a importância de captação de águas da chuva, e a função da barragem para produção de forragem. Em seguida, em conjunto com os agricultores será colocada a lona, construído o barramento e fechamento da barragem.

O coordenador do Procase, Hélio Barbosa, destaca a metodologia participativa da ação, envolvendo os agricultores. “A construção do conhecimento deve ser feita por uma via de mão dupla. Os agricultores familiares possuem uma sabedoria vasta no que diz respeito à convivência com semiárido, e nós, como política governamental, queremos ouvi-los para implantar da melhor maneira possível as ações de desenvolvimento sustentável nas comunidades”, afirmou.

A atividade conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Soledade, que realizou a escavação do local onde será a barragem. Nos outros territórios de atuação do Procase, os dias de campo estão marcados para sexta-feira (6) em Zabelê, Cuité (10), Pedra Lavrada (12), e Santa Luzia (13).

Com Informações da Secom-PB

CNM atualiza layouts de sites municipais, interessados devem entrar em contato com a entidade

Os sites de prefeituras desenvolvidos pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) começam a ser migrados para uma nova plataforma, a partir desta segunda-feira, 2 de março. A ferramenta desenvolvida, gratuitamente, pela Confederação visa a contribuir com o fortalecimento da governança municipal, por meio de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs). Além disso, auxilia a gestão municipal no cumprimento de legislações vigentes.

A criação do portal da prefeitura aproxima e fomenta a comunicação do gestor com a comunidade. Também atende a princípios como: modernização da gestão, transparência nos recursos públicos, desenvolvimento local e participação cidadã. Outro benefício obtido com a ferramenta é a maior possiblidade de atendimento da Lei Complementar da Transparência 131/2009 e da Lei de Acesso à Informação 12.527/2011. A primeira determina a disponibilização de informações sobre a execução orçamentária dos Ente da Federação, em tempo real, e a segunda permite ao cidadão ter informações dos órgãos públicos que sejam de seu interesse particular ou coletivo.

Com layouts mais modernos e maior diversidade de cores, os novos sites também possuem painel de controle intuitivo que permite a autonomia na publicação das informações. Assim, a CNM solicita aos Municípios que já contam com esse benefício para que entrem em contato com o departamento de Governo Eletrônica da entidade para obter informações detalhadas sobre o processo de migração – publicação dos novos layouts e atualização dos administradores da ferramenta.

Entre as administrações municipais que já fizeram a migração está Encanto (RN) e São Sebastião da Grama (SP). Nesse dois Municípios, os novos sites estão no ar e podem ser acessados e usados com exemplo. O endereço é o www.encanto.rn.gov.br e o www.ssgrama.sp.gov.br. Para auxiliar os Municípios no processo, a CNM dispõe de suporte ao sistema, de segunda a sexta-feira, das 8 às 18h, pelos telefones (61) 3878-5111, 3878-5113 e pelo email governoeletronico@cnm.org.br. 

Com informações da CNM

segunda-feira, 2 de março de 2015

Fala golspita de Noblat fez Globo voltar a 1964

Ao rotular o ex-presidente Lula como "uma forte ameaça à democracia", o colunista Ricardo Noblat, do Globo, fez com que o grupo de mídia dos irmãos Marinho recuasse 50 anos no tempo; em 1964, o Globo apoiou um golpe militar que atirou o Brasil nas trevas, publicando, em sua primeira página, um editorial chamado 'Ressurge a democracia'; "a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem", dizia o texto; recentemente, o Globo pediu desculpas aos leitores por sua adesão ao golpe, mas foi a proximidade com os militares que fez com que os Marinho se tornassem a família midiática mais rica do mundo; na lista da Forbes, divulgada nesta segunda-feira, soube-se que cada um dos três tem US$ 8,2 bilhões em patrimônio; será que Noblat, tomado pelo espírito de 1964, fala apenas por si ou também pelos Marinho?

A gravidade da coluna publicada nesta segunda-feira pelo colunista Ricardo Noblat, no jornal O Globo, reside na natureza do seu discurso.

Ao rotular o ex-presidente Lula como "uma forte ameaça à democracia", Noblat usou a mesma lógica empregada pelo jornal dos Marinho, em abril de 1964, quando um golpe militar atirou o Brasil nas trevas.

Como, para os Marinho, o governo de João Goulart, de natureza trabalhista, "ameaçava" a democracia, o que fosse feito para detê-lo – até mesmo um golpe de estado – seria justificável. Foi assim que, em 2 de abril de 1964, o jornal O Globo celebrou o golpe, em sua primeira página, com o editorial 'Ressurge a democracia'.

A adesão ao golpe fez com que os Marinho se tornassem a família midiática mais rica do mundo. Na lista da Forbes divulgada nesta segunda-feira, soube-se que Roberto Irineu, João Roberto e José Roberto têm, cada um, um patrimônio de US$ 8,2 bilhões.

Juntos, eles somam quase US$ 25 bilhões. E não há empresa de comunicação no mundo cujos donos cheguem perto desse patrimônio. O motivo é um só: a concentração da mídia no Brasil. E é justamente essa a ameaça que Lula representa para os Marinho, caso, efetivamente, concorra à presidência da República em 2018.

Em agosto do ano passado, o jornal O Globo finalmente reconheceu que seu apoio ao golpe de 1964 foi um erro editorial. No entanto, um texto como o de Ricardo Noblat, publicado nesta segunda-feira, deixa no ar a dúvida sobre a sinceridade daquele arrependimento.

Afinal, a natureza do discurso é exatamente a mesma. Lula "ameaça" a democracia hoje, assim como João Goulart a "ameaçava" em 1964.

Leia, abaixo, o editorial do Globo de 2 de abril de 1964:

“Ressurge a Democracia”

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.”

Com informações de www.brasil247.com

A responsabilidade da notícia

Matéria veiculada no De Olho no Cariri
Não se trata de uma crítica a um colega de profissão, mas pego este exemplo (quentinho) e o tomo com base para questionar a responsabilidade dos meios de comunicação, e principalmente dos profissionais de comunicação. Vale ressaltar que por determinação do STF (Gilmar Mendes), não é preciso conhecimento teórico-científico, para o exercício desta profissão: jornalismo. (Para o bem dos grandes meios de comunicação, que sonegam impostos, mantém o monopólio e produz as notícias conforme seus interesses, e pior, boa parte da população ainda acredita que: deu no jornal é verdade)

Afinal o que é a notícia? Palavra simples, mas não tão fácil de conceituar: “Notícia é tudo o que o jornal publica”, (neste caso jornal com representante de todos os meios), no entanto é uma definição simplista.

A quem diga também que toda notícia é uma informação, mas nem toda informação é notícia. Considerando o processo produtivo desta. (Complicado, né?)

Há no meio acadêmico várias definições para a notícia, uma completando a outra. Para o decano da Universidade de Washington, Spencer, a notícia deve reunir interesse, importância, atualidade e um fator imprescindível, a veracidade. Outro estudioso da área (pensador) Alceu Amoroso Lima, supõe um duplo contato com acontecimento e o leitor (ouvinte, internauta, telespectador), quando a informação se completa, ou seja, quando há um feedback (resposta ou reação do receptor).

Outra questão discutida é quanto à imparcialidade no jornalismo. Não há o que discutir: todos somos seres parciais, logo, também emitimos opiniões parciais, o que influencia diretamente na produção da notícia. (Isso mesmo, a notícia é produzida e com uma carga imensa de parcialidade e interesse).

Mas, tem uma questão no jornalismo, e na produção da notícia, que é imprescindível: a busca pela objetividade, ou simplesmente a apuração dos fatos.

Toda essa introdução é para analisar e chamar a atenção do leitor (internauta) para esta informação dada sobre o transporte escolar de Serra Branca.

- Ressalto: não tenho procuração para defender a secretaria de educação de Serra Branca, e muito menos o governo municipal que aí está, até porque sou contrário a este modo de administração. (Sou parcial sim, e não poderia deixar de ser. Basta ver a situação de abandono administrativo de nossa querida Serra Branca).

Entretanto, a notícia intitulada “DESRESPEITO: Universitários de Serra Branca são transportados em mala de carro”, não retrata a subjetividade da matéria, de que os universitários não tem a sua disposição um transporte adequado para as suas viagens.

Desde o início deste período universitário, tenho buscado informações com os universitários, através de uma comissão (que os representa), e também da secretária de educação municipal, para obter informações sobre estes transportes.

É fato! O transporte dos universitários serra-branquenses para os campi de Sumé e Monteiro são disponibilizados em parceria com a prefeitura municipal.

Parte deste transporte é custeado pelos próprios alunos. Outra parte, é disponibilizado - como disse - pela prefeitura municipal.

Nos horários da manhã (07:10h) e no final da tarde (17:40h) estão disponíveis os transportes públicos (os amarelinhos) para os universitários, entretanto estes não são disponibilizados no horário do início da tarde (07:10), pois estão servindo aos alunos da zona rural. É quando entra o contrato particular dos universitários com o proprietário do transporte alternativo, o senhor Zeli.

Em caso de eventuais problemas mecânicos neste transporte (quebra), o proprietário se responsabilidade por contratar emergencialmente outro veículo e caso este não comporte o número de estudantes, que se façam duas viagens, e assim ficou acordado. (Esta mediação é feita pela comissão, a qual lhe foi dada tal atribuição)

Voltando para a notícia supracitada: de fato ocorreu a falta do transporte alternativo por problema mecânico, e conforme o acordo, outro transporte foi disponibilizado.   

Outro olhar sobre o fato

Em entrevista concedida ao Jornal da Comunidade, pela Solidariedade FM, Alexandre Limeira que é membro da comissão de transportes dos estudantes universitários, lamentou o que ele chamou de “brincadeira de mau gosto”: “o jornalista responsável, ou irresponsavelmente, veicula uma informação anônima, sem a consulta da comissão para saber o outro lado da história, sem a preocupação com a verdade dos fatos e pior colocando os universitários contra a prefeitura local, visto que a matéria deixa o leitor com a sensação que os universitários não têm nenhum apoio da prefeitura e isto não condiz com a verdade”.

Alexandre Limeira disse que é compreensível o protesto por direitos, mas não da forma como foi feita, com inverdade e armação de uma situação inexistente. Ainda segundo Limeira, o estudante (identificado) fez questão de posar para foto, e armar a situação ridícula, ao invés de aguardar uma segunda viagem.

Em tempo I: Na ânsia da exclusividade, muitos de nós (jornalistas) pecamos pela falta de apuração dos fatos, essencial na produção da notícia. Não basta a instantaneidade dos fatos para uma notícia, além do interesse, da importância, se faz necessária - principalmente - a veracidade dos fatos.

Em tempo II: O que se observa em alguns profissionais da informação é que: se determinada prefeitura tem contrato com o meio em que atua, estes trabalham como house organ destes, caso contrário: é cacete. (Até o momento da assinatura ou renovação de um contrato)

‘Mensagem ao Partido’ promove discussão sobre atual conjuntura do país

O agrupamento do PT - ‘Mensagem ao Partido’, liderado na Paraíba pelo deputado federal Luiz Couto, realizou nesse domingo (1), em Campina Grande, no Centro de Tecnologia (antigo Museu Vivo), o seu primeiro encontro de 2015.

As discussões sobre a atual conjuntura do país e as sugestões para o Encontro Nacional da Mensagem, que acontece nessa quinta e sexta, em Brasília, atraíram lideranças de vários municípios, a exemplo de dirigentes do partido, vereadores e sindicalistas.

Reforma política, democratização da mídia, imposto sobre grandes fortunas e o aperfeiçoamento da comunicação com a população foram assuntos abordados com ênfase pelos participantes.

Todos foram unânimes em destacar a necessidade de renovar o pacto com os movimentos sociais, e de criar mecanismos para uma comunicação mais próxima da população.

O deputado Luiz Couto ressaltou as dificuldades do governo com o atual Congresso Nacional, defendeu que, ao término das investigações, “quem tiver envolvido com corrupção que seja punido, independente do partido a que pertença”, e enfatizou a importância de debates que contribuam para estimular a consciência política da militância petista e da sociedade.

Ascom do Dep. Luiz Couto

"Entre Aspas"

Confira o novo texto de Zizo Mamede em sua coluna "Entre Aspas".

Um elogio à tristeza

Estava ouvindo Bob Dylan, “Like a Rolling Stone”. É uma canção triste. Mas é bela, como tantas outras canções feitas de tristeza. Certamente foi cantada num final de tarde de domingo, de um domingo sem futebol.

Há hora mais triste do que um domingo à tarde sem uma partida de futebol? – A minha amiga Maria Lúcia, professora da UFPB diz, entre risos, que “o domingo à tarde é hora de doer e de cultivar a tristeza, independentemente do futebol”.

Penso que vivemos sob uma verdadeira ditadura, a de sermos alegres e felizes o tempo todo, a cada momento, a todo custo. É proibido ser triste, mesmo que seja apenas nos fins de tarde de domingo.

Não ser triste nem infeliz, um momento sequer, é uma imposição da sociedade do prazer e um imperativo da cultura do consumo. É preciso consumir felicidade, sempre.

Tenho uma amiga que ao se sentir triste vai ao salão de beleza. Toda semana ela vai ao salão de beleza, esticar o cabelo e pintar uns tons e sobretons dourados, porque os cabelos brancos são “uma tristeza”.

Conheço criaturas que espantam a tristeza indo ao shopping center para olhar as vitrines, para ver roupas e bolsas de marca. Outras vão a lojas de carros ou de motos. Fazem uma ronda, olham tudo e mesmo que não comprem nada, sacodem a tristeza prá lá.

Penso cá com meus botões, como seria a vida sem as tristezas. Como seria um eterno prazer, uma eterna alegria? Como seria viver assim?

Já pensou a arte sem a tristeza? Como a Grécia nos daria Antígona e Laocoonte? E Tolstoi teria Ana Karenina, a própria beleza triste? E o mundo teria Tolstoi? Como seria Florbela Espanca sem tristeza? Nana Caymmi cantaria “Não se esqueça de mim”, uma pérola feita de triste saudade?

Nestes tempos, em que é proibido se sentir triste ou infeliz, às pessoas é imposta a busca de saídas, de zonas de fuga. Bateu tristeza, é preciso se evadir, por todos os meios e a qualquer preço.

Tenho a impressão que muita gente, por não saber lidar com as tristezas, torna-se dependente de drogas lícitas, prescritas por médicos, vendidas nas farmácias, aos montes. A propósito, nunca soube de um chá para curar tristeza. – Cazuza fala de “algum remédio antimonotonia”.

Atualmente, somos levados a não aceitar que a tristeza faz parte da vida. Mas, por que não encarar o desencontro, a renúncia, uma ausência, uma frustração? Como ser feliz sem ser infeliz?

Faço um elogio à tristeza. Aliás, não há nada de novo nisto. Já cantava Vinicius de Moraes em “Samba da Bênção” que se “é melhor ser alegre do que ser triste ... mas para fazer um samba com beleza é preciso um bocado de tristeza, porque senão não se faz um samba não.”

Tristeza dá e passa e do jeito que vem se vai. Para a tristeza não há outro remédio, senão o tempo. Mas o tempo só cura a tristeza de quem sabe que não existe vida sem dor e que a dor faz parte da vida.

Vou escrever um manifesto pelo direito à tristeza. Acho que a tristeza é uma condição para ser feliz.

– O que você acha?