sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Seminário discute aperfeiçoamento do Pronatec Campo

Terminou ontem, quinta-feira (30), o Seminário Nacional Pronatec Campo, promovido pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e da Educação, que reuniu organizações sociais ligadas à produção rural durante dois dias, em Brasília.

Período no qual discutiram alternativas para atendimento mais efetivo aos assentados dos projetos de reforma agrária e aos povos de comunidades tradicionais do meio rural.

Para a diretora de Políticas de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação, Nilva Schroeder, o programa pretende atender ao público-alvo de acordo com as demandas apresentadas às instituições federais de ensino. "Quando falo de agricultura familiar, vou ter em cada território a atuação dos movimentos sociais e entidades relacionadas a esses grupos sociais, que tenham condições de fazer uma leitura adequada das demandas necessárias, inclusive em relação à abordagem do curso", disse ela.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), representado no seminário pelo coordenador nacional de Educação do MST, Edgar Jorge Kolling, sustenta que o Pronatec Campo já é um avanço no que diz respeito à atenção dada ao povo rural no quesito educação, mas ainda falta muito. Kolling defende mais flexibilidade na participação dos cursos para aumentar a educação inclusiva. Segundo ele, "como o desenho do Pronatec está rígido, não temos um número significativo, ainda, de pessoas do MST participando dos cursos".

Uma das lutas, acrescentou, é pela manutenção e construção de escolas no campo, porque "pesquisa que fizemos, com apoio da Unicef [Fundo das Nações Unidas para a Infância], mostra que se a escola no campo for até o ensino médio, 100% das crianças e adolescentes irão até o ensino médio. Quando eles têm que ir para a cidade, isso tem uma quebra grande, porque não têm transporte, ou por conta da distância", ressaltou.

O representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), José Wilson de Souza Gonçalves, destacou que o seminário era importante na busca de melhorias para o Pronatec Campo. Ele enfatizou que "estamos em um processo de construção, desde ontem, para que o programa abranja mais do que a linha central de formação técnica". As discussões, segundo ele, se encaminham para o ajuste de condições estratégicas e propostas pedagógicas para as demandas de quem vive no campo.

O Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego no Campo, popularizado como Pronatec Campo, tem aumentado gradativamente o número de vagas à medida em que crescem também as oportunidades de emprego na agroindústria, por exemplo. Balanço referente ao primeiro semestre deste ano mostra que foram disponibilizadas 120 mil vagas para 172 cursos ao longo de 2014. Muitos deles destinados exclusivamente a produção orgânica e agroecologia.

Fonte: Agência Brasil

Obras deixam Nordeste preparado para enfrentar seca

Investimentos executados nos últimos anos já contribui para que efeitos sejam menos rigorosos que em épocas anteriores.

Todos os anos, milhões de pessoas sofrem as consequências da seca no Nordeste brasileiro; porém, importantes obras do PAC 2 na região estão mudando esse cenário.

O investimento planejado e executado nos últimos anos em mais de 1.500 quilômetros de adutoras, canais e reservatórios já rende bons resultados e contribuiu para que os efeitos da estiagem no semiárido fossem menos rigorosos.

Um dos principais investimentos do PAC 2 nessa área é o Projeto de Integração do Rio São Francisco, que já está com mais de 60% de sua estrutura concluída.

São dois eixos, leste e norte, em 469 quilômetros de extensão, levando água para abastecimento e irrigação em quase 400 municípios de quatro estados nordestinos - Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará.

A Integração do Rio São Francisco é o principal projeto de recursos hídricos do PAC 2, mas não o único.

As adutoras do Algodão e Pajeú, a vertente litorânea da Paraíba, o Eixão das Águas no Ceará e o Canal do Sertão Alagoano são outros projetos importantes que já estão melhorando a qualidade de vida das pessoas.

As obras disponibilizam a tão necessária água, como também há a capacitação profissional e crescimento econômico que levam às regiões por onde passam.

"A gente recebeu várias capacitações, que foi em gestão da associação, beneficiamento de frutas, capacitação na questão ambiental, e várias outras, que veio enriquecer ainda mais a comunidade", afirma Maria José, a Mazer, professora e líder comunitária quilombola em região já beneficiada por um dos projetos hídricos do PAC 2.

Fonte: Programa de Aceleração do Crescimento

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Prefeito Dudu perde mais uma na justiça para o ex-prefeito Zizo

A gestão do atual prefeito de Serra Branca Eduardo José Torreão Mota tem como marca a letargia, a inércia, a preguiça, o sono, a apatia, a prostração moral e gritante diante de tantos recursos garantidos pela gestão anterior, mas que pelo simples fato destes terem sido deixados pelo “arquirrival político” (PT), ele simplesmente abandonou as obras causando um prejuízo ao município.

Outra marca de uma gestão que o povo ainda não sabe quando vai começar, é a morosidade de algumas obras (que não tinham como abandonar) e ele vai levando no “banho maria” para não caracterizar o abandono, entretanto o prazo para a finalização desta obras estão mais que ultrapassados, além de tudo isso, o prefeito tão logo assumiu o poder pela terceira vez, tratou de fazer diversas denúncias na justiça contra o ex-prefeito Zizo Mamede, tentando assim prejudicá-lo politicamente.

Desta vez, pasmem, o prefeitão moral denunciou irregularidades na execução da obra de pavimentação poliédrica no distrito de Santa Luzia do Cariri, durante o governo petista.

Cuidam os autos de uma Ação de Reparação por Ato Ilícito c/c Ato de Improbidade Administrativa, ajuizada pelo Município de Serra Branca (PB).

Alega que o ora manifestante teria firmado um convênio, de n° 0099/2006, com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão, que teve por objeto a pavimentação em paralelepípedos, em ruas de Sta. Luzia do Cariri, Distrito de Serra Branca (PB).

O autor afirma que teriam sido identificadas várias pendências, a exemplo da ausência de Boletim de Medição, não repasse de contribuições previdenciárias, ausência de Nota de empenho, não efetivação da contrapartida, ausência dos cheques n/s 85009 e 850010.

Por estes termos, pretende o Município autor imputar ao acusado as sanções previstas na Lei 8.429/92, por supostas condutas de Improbidade Administrativa, pretendendo a aplicação das sanções do art. 12, §§ 7° e 9°, da mesma Lei.

Entretanto, a cada julgamento a realidade vem à tona.

Mais uma vez o Tribunal de Justiça da Paraíba, através do Juiz Aloísio Bezerra Filho, sentenciou absolvendo o ex-prefeito Luiz José Mamede de Lima da denúncia. A corte julgou a acusação improcedente.

Portanto, restam afastados os tipos legais imputados à parte Contestante. Portanto, a ação deverá ser julgada totalmente improcedente, pois, além da ausência de qualquer elemento subjetivo por parte do ex-gestor, não ficou comprovado dano ao erário advindo da conduta do mesmo, nem mesmo, enriquecimento ilícito, ou qualquer outra ilegalidade.

"O prefeito de Serra Branca nunca botou uma pedra de calçamento em Santa Luzia do Cariri. Ele leva o tempo tentando me condenar na justiça, em vez de aproveitar os tempos favoráveis para fazer em Serra Branca o que outros prefeitos estão realizando em outros municípios da região. O rancor e o ódio não constroem nada e, no caso, ainda prejudicam a população!", disse Zizo Mamede.

FPM: terceiro repasse de outubro é 1,32% menor que a previsão da Receita Federal

O terceiro decêndio de outubro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será de R$ 1.078.276.314,57. Este valor tem descontado o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O montante bruto, sem a retenção do Fundeb, é de R$ 1.347.845.393,21. O repasse será feito nesta sexta-feira, dia 30.

De acordo com cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), este decêndio é 1,32% menor do que o previsto pela Receita Federal no início do mês. Em comparação com o mesmo repasse do ano passado, houve queda de 21% em termos nominais, sem considerar a inflação.

No acumulado do mês de outubro, o FPM somou R$ 4.992 bilhões. A soma do mesmo período do ano passado foi de R$ 4.948 bilhões. Portanto, o aumento foi de 0,9% em termos reais – considera a inflação. O acumulado de todo o ano, até este último repasse, é de R$ 63.229 bilhões contra os R$ 61.045 bilhões de 2013. O crescimento é de apenas 3,6%, aponta a CNM.

Previsão para novembro

A Receita Federal estima que em novembro, o Fundo de Participação cresça 55% em relação a outubro. A CNM ressalta que este valor é apenas uma projeção e pode ser alterada.

Com informações da CNM

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Consulta popular é essencial para se fazer reforma política

“Esse processo de consulta popular é essencial para se fazer uma reforma política”, esclareceu a presidenta. Segundo ela, a partir da reforma, só contribuições privadas individuais, ou seja, de pessoas físicas, serão aceitas. “A oposição fala muito em fim da reeleição. Enfim, tudo isso tem de ser avaliado pela população. Eu acredito que o Congresso vai ter sensibilidade”, disse.

Durante a entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, a presidenta Dilma lembrou que recebeu de movimentos sociais e organizações 7,5 milhões de assinaturas pela Campanha Nacional pela Constituinte Exclusiva.

Neste processo, mais de 40 mil urnas foram espalhadas por todo o território nacional, nas quais foram registrados 6.009.594 votos. Além disso, outras 1.744.872 pessoas participaram da votação pela plataforma virtual.

Dilma também rechaçou a possibilidade de um “terceiro turno” ou qualquer tipo de instabilidade política por conta da investigação de casos de corrupção. Segundo a presidenta, a sociedade brasileira exige uma atitude dos governantes para interromper a impunidade que ocorreu no País.

“Não acredito em terceiro turno, porque quem tentar estará fazendo um desserviço ao País”, afirmou a presidenta. “Num País democrático, ganha quem conquista a maioria”, disse. Segundo Dilma, todas as denúncias sobre a Petrobras, “doa a quem doer”, serão investigadas. “Eu quero todas as questões relativas aos casos de corrupção às claras”, afirmou ao Jornal da Record.

Economia – A presidenta reafirmou o compromisso com mudanças na política econômica, a serem definidas, segundo ela, com diálogo com a sociedade – aí incluídos os setores financeiro e produtivo. Dilma prometeu anunciar essas medidas até o final de novembro.

“Não vou esperar a conclusão do primeiro mandato para iniciar todas as ações no sentido de transformar e melhorar o crescimento da nossa economia”, avisou Dilma. “Agora, vou abrir o diálogo com todos os segmentos”, concluiu.

Por Tiago Falqueiro, da Agência PT de Notícias

Oposição de Monteiro mostra força, e sai fortalecida para as eleições de 2016

Emerson Vasconcelos
O grupo de oposição de Monteiro, liderado pelo deputado Carlos Batinga e pelo ex-vereador Juraci Conrado, mostrou força e união, obtendo êxito com o resultado das eleições para governador no município. O grupo apoiou a candidatura do governador reeleito, Ricardo Coutinho (PSB), e da Presidenta reeleita, Dilma Rousseff (PT).

No primeiro turno das eleições, ocorrido no dia 5 de outubro, o candidato a governador apoiado pelo grupo oposicionista, venceu o candidato apoiado pelo deputado João Henrique e da Prefeita Edna Henrique, com uma diferença de 1293 votos.

Já no segundo turno, que aconteceu no último domingo (26), a vantagem aumentou, e foi para 2079 votos de diferença. Ricardo Coutinho obteve 9,958 votos, já Cássio Cunha Lima, obteve 7,879 votos.

Juraci Conrado agradeceu a toda à população de Monteiro, pela vitória dada a Ricardo, e disse que os monteirenses reconheceram o trabalho feito pelo governador em Monteiro, e na região.

Já o deputado Carlos Batinga, agradeceu a confiança dos monteirenses, e disse que o resultado mostra a força da oposição no município, que mesmo sem a prefeitura e quase sem representação na câmara municipal, conseguiu mais uma vez vencer os seus adversários na cidade.

Mesmo contando com o apoio do deputado João Henrique, da prefeita Edna, de 11 dos 13 vereadores eleitos em 2012, além dos 6 suplentes de vereadores, que assumiram a vaga, por conta de um jogo político da prefeita que afastou 6 vereadores titulares, e toda estrutura administrativa municipal, o grupo de situação de Monteiro foi derrotado nos dois turnos, o que mostrou a insatisfação dos monteirenses com a forma que o grupo vem administrando a cidade.

Vale salientar também, que o grupo do deputado João Henrique, nunca venceu uma disputa para governador em Monteiro.

O grupo de oposição de Monteiro, que teve como candidato a prefeito nas eleições de 2012, o ex-vereador Juraci Conrado, com o apoio do deputado Carlos Batinga, sai como favorito para a disputa pelo comando municipal, nas próximas eleições em 2016.

Emerson Vasconcelos/Assessoria de Imprensa

Assessoria de Extensão do CDSA realizará I Encontro de Extensão

Integrantes de projetos e programas de extensão podem fazer a inscrição no evento até 7 de novembro

A Assessoria de Extensão do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido realizará no dia 19 de novembro, o I Encontro de Extensão do CDSA, evento que terá como objetivo divulgar as ações de projetos e programas de extensão desenvolvidos no âmbito do Campus de Sumé da UFCG.

O assessor de extensão, professor Hugo Morais de Alcântara, informou que os envolvidos nos projetos e programas de extensão no ano de 2014 poderão fazer a inscrição no evento enviando resumos de até 250 caracteres para o e-mail eventoextensaoCDSA@yahoo.com.br até o dia 7 de novembro próximo.

Os programas de extensão podem enviar até três resumos. A forma de apresentação dos trabalhos é oral com duração de 10 minutos e arguição de 5 minutos.

Com informações de Rosenato Barreto

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Marco regulatório: a gota d'água

*Escrito por: Venício A. de Lima

Conhecidos os resultados eleitorais, espera-se que, no seu segundo mandato, a presidente Dilma Rousseff enfrente a questão inadiável de um marco regulatório democrático para o setor de comunicações ou “da regulação econômica do setor” como ela mesma tem dito.

O grand finale do processo de construção de uma “linguagem do ódio” e da partidarização da cobertura jornalística – que vinha progressivamente se radicalizando ao longo de toda a campanha – confirmou os graves riscos para o processo eleitoral e, sobretudo, para a própria democracia, de um mercado oligopolizado que favorece a ação desmesurada e articulada de grupos privados de mídia na defesa de interesses inconfessáveis.

Refiro-me, por óbvio, à edição 2397 da revista Veja, do Grupo Abril, à sua circulação antecipada, à sua planejada repercussão em outros meios de comunicação e à sua utilização (capa reproduzida e distribuída como panfleto) no esforço derradeiro de cabos eleitorais do candidato Aécio Neves.

Liberdade de expressão?

A edição 2397, que não foge ao padrão rotineiro praticado pela Veja, abandona princípios elementares do que possa ser chamado de jornalismo, nos termos definidos historicamente pela própria indústria de comunicações.

Um bom exemplo poderia ser “a teoria da responsabilidade social da imprensa”, consagrada pela Hutchins Commission (Estados Unidos, 1947): “Propiciar relatos fiéis e exatos, separando notícias (reportagens objetivas) das opiniões (que deveriam ser restritas às páginas de opinião) e servir como fórum para intercâmbio de comentários e críticas, dando espaço para que pontos de vista contrários sejam publicados”.

Aparentemente Veja não se preocupa mais com sua credibilidade como produtora de notícias e cultiva de forma calculada um tipo de leitor cujas opiniões ela expressa e confirma. De qualquer maneira, em momentos críticos de um processo eleitoral seu poder de fazer circular “informações” no espaço público é inquestionavelmente ampliado por sua cumplicidade de interesses com outros oligopólios da grande mídia.

Acrescente-se que Veja sempre se ampara legalmente em artimanhas jurídicas de profissionais da advocacia e, muitas vezes, em decisões do próprio Poder Judiciário que tudo permite em nome da liberdade de expressão equacionada, sem mais, com a liberdade da imprensa.

Não foi o que aconteceu dessa vez.

A resposta do TSE

Ações judiciais impetradas pelo PT no TSE tentando diminuir as consequências daquilo que a candidata/presidente Dilma chamou de “terrorismo eleitoral” foram objeto de decisões imediatas e impediram que as consequências fossem ainda mais danosas – embora não houvesse mais tempo para “apagar” insinuações e denúncias publicadas sem qualquer comprovação às vésperas das eleições.

As decisões do TSE, claro, foram rotuladas de “censura” pelo Grupo Abril e unanimemente pelas entidades que representam os oligopólios de mídia – ANJ, Abert e Aner – assim como pelo candidato Aécio Neves, diretamente beneficiado.

De qualquer maneira, a reação pública imediata da candidata/presidente Dilma no horário gratuito de propaganda eleitoral e as decisões do TSE reacendem a esperança de que a regulação democrática do setor de comunicações receba a prioridade que merece no próximo governo.

Talvez a edição 2397 de Veja tenha involuntariamente sido a esperada gota d’água que faltava para que finalmente se regulamente e se cumpram as normas da Constituição de 1988 relativas à comunicação social – que, aliás, aguardam por isso há mais de um quarto de século.

Em especial, urge ser regulamentado e cumprido o parágrafo 5º do artigo 220 que reza: “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”.

A ver.
Fonte: Observatório da Imprensa

*Venício A. Lima é jornalista e sociólogo, professor titular de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado), pesquisador do Centro de Estudos Republicanos Brasileiros (Cerbras) da UFMG e organizador/autor com Juarez Guimarães e Ana Paola Amorim de Em defesa de uma opinião pública democrática – conceitos, entraves e desafios (Paulus, 2014), entre outros livros

CNM consegue prorrogar consulta pública sobre o acordo setorial para implantação da logística reversa

Uma conquista da Confederação Nacional de Municípios (CNM) em relação ao Acordo Setorial para Implantação de Sistema de Logística Reversa de Embalagens Geral. Foi prorrogado o prazo para que os gestores municipais ou qualquer pessoa interessada possam sugerir mudanças ao acordo. A consulta pública ficará aberta até 20 de novembro deste ano. O prazo havia terminado no dia 15 de outubro. No site da consulta o acordo setorial ainda não foi reaberto, mas isso deve ocorrer em breve.

Para solicitar a prorrogação, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, encaminhou ofício ao Ministério do Meio Ambiente (MMA). O pedido foi atendido e na sexta-feira, 24, a Portaria 390/2014 foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Por causa da relevância do tema, o MMA atendeu à solicitação, para que os demais setores pudessem ter mais tempo de elaborar propostas.

No ofício, a CNM enfatizou que o acordo setorial da logística reversa afetará diretamente os Municípios. “Nossa intenção é que a logística reversa seja de fato um instrumento de desenvolvimento econômico e social, que contemple responsabilidades compartilhadas e que promova benefícios socioambientais a todo o País”, destaca Ziulkoski.

Parte da Política de Resíduos Sólidos
A logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social, previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). A logística se caracteriza pelo conjunto de ações, procedimentos e meios para tornar viável a coleta e a restituição dos resíduos sólidos secos ao setor empresarial.

A importância deste acordo

A Lei de Resíduos Sólidos determina que os resíduos recicláveis tenham destinação correta. Eles não podem ir para aterros sanitários, que recebem exclusivamente os rejeitos, que são resíduos que não são passíveis de nenhum tipo de reaproveitamento, reutilização ou reciclagem. Por isso, a chamada logística reversa deve entrar em funcionamento em todos os Municípios. Governo federal e o setor empresarial criaram uma proposta de acordo, mas a Confederação Nacional de Municípios (CNM) a avaliou e denuncia que há uma série de irregularidades.

De acordo com a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), prevista na Lei 12.305/2010, o prazo para a destinação dos resíduos para reutilização, reaproveitamento e reciclagem deveria começar em agosto deste ano. Em 2012, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) convocou os empresários, por meio de edital, para a construção do acordo citado. Como consequência, o grupo Coalizão Empresarial formado por associações do setor emrpesarial elaborou uma proposta de acordo setorial. A partir daí, foi aberta consulta pública entre 15 de setembro a 15 de outubro deste ano, para que a sociedade civil e todas as partes envolvidas possam opiniar sobre a versão final da proposta.

Com informações da CNM

Dilma outra vez

Por Eric Nepomuceno

Há muitas – e grandes – perguntas sobre o novo mandato de Dilma Rousseff como presidenta do Brasil.

Um exemplo: qual será sua equipe de confiança, quem ocupará cada um dos postos considerados chave em seu governo?

Outra: qual será a influência, o peso, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, indiscutivelmente seu mentor e principal fiador, e a mais sólida figura política atualmente?

E mais outra: como Dilma conseguirá, sendo reeleita com uma margem estreita, reconquistar a confiança do setor privado? E mais outra dúvida: como Dilma conseguirá enfrentar uma oposição parlamentar especialmente dura, ativa e agressiva?

Ao fim e ao cabo, ela perdeu, e de longe, nas regiões mais ricas do país. Em São Paulo, por exemplo, o estado mais povoado e desenvolvido do país, Dilma perdeu por sete milhões de votos. Uma tremenda derrota: Aécio conseguiu 64% dos votos no estado mais industrializado, mais rico do país, frente aos 36% de Dilma. Já nos estados pobres do nordeste, sua vantagem foi esmagadora. Um dado importante: em Minas Gerais, estado natal dos dois adversários, Dilma ganhou com relativa tranquilidade. E igualmente ganhou no Rio, estado chave. Tudo isso terá peso específico daqui em diante.

São muitas as dúvidas que pairam sobre corações e almas brasileiras após a vitória de Dilma Rousseff. Para começar, qual será seu grau de independência diante da figura onipresente de Lula? Outra: depois de uma equipe econômica bastante desprestigiada, como conseguirá compor outra, capaz de reconquistar a perda de confiança do mercado financeiro? E outra mais: como estabelecer uma política de incentivo à recuperação industrial que seja capaz de convencer os industriais de que é correta e eficaz?

Entre Dilma e o PT há mais distância do que as aparências permitem supor. Em primeiro lugar, o PT é um partido com muitas correntes internas, mas muito adepto do assembleísmo. Ou seja: nas assembleias se vota e se decide, e assim – mais ou menos – se cumpre o decidido.

Dilma é peixe que não faz parte desse aquário. É centralizadora, autoritária, tem voz própria e se cerca de um grupo muito restrito de sua confiança absoluta. Tem, certamente, um respeito imenso por Lula, mas esse sentimento não se estende automaticamente ao resto do partido. O diálogo nem sempre flui de maneira natural.

Parte substancial dos problemas que enfrentou em sua primeira presidência se deve, de acordo com os mais próximos de Dilma, à influência das correntes do partido que impuseram, ou forçaram, a presença de determinados nomes em postos-chave da administração.

Reeleita, Dilma tratará de montar sua própria equipe. Lula continuará sendo, está claro, uma sombra permanente e determinante. Mas ela tratará de escapar das manhas e artimanhas internas do PT.

Há nomes de confiança, e com trânsito livre entre as diferentes correntes internas do PT. Miguel Rosseto é um, Jacques Wagner, que governou a Bahia por dois mandatos seguidos e conseguiu, de maneira surpreendente, escolher seu sucessor, é outro. Mas há nomes tradicionais do PT como Aloisio Mercadante, que conquistaram as graças de Dilma com a mesma velocidade que conquistaram o rechaço de Lula e seu poderoso grupo.

Ninguém tem nenhuma ilusão no Brasil: os próximos quatro anos serão especialmente difíceis, principalmente à raiz da questão econômica.

Mas a maioria – pequena, é verdade – do eleitorado optou pela continuidade, pela manutenção dos programas verdadeiramente revolucionários do PT, que integraram o mapa social brasileiros cerca de 50 milhões de pessoas. Pessoas que nunca tiveram futuro algum e que agora pelo menos têm alguma garantia, muito concreta, de futuro.

Serão anos duros e difíceis. Duros e difíceis, mas mais duros e difíceis foram ainda os anos antes de o PT chegar ao poder.

No domingo, o Brasil fez sua opção. E optou pelo desafio de continuar, em vez da proposta agressivamente neoliberal de retroceder.

Fonte: www.brasil247.com