segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Compromissos de Marina trarão recessão e desemprego

O programa de governo da presidenciável Marina Silva, lançado sexta-feira, 29, soou como música aos ouvidos da oligarquia financeira que comanda a economia brasileira e anda meio ansiosa para derrotar a presidenta Dilma, mas desiludida com o desempenho do tucano Aécio.

Por Umberto Martins*

Marina Silva e Aécio Neves, candidatos com programas neoliberais Marina Silva e Aécio Neves, candidatos com programas neoliberais A ex-senadora, que concorre pelo PSB (partido com o qual até agora não tinha nenhuma identidade), promete rigor na aplicação do tripé neoliberal que orienta a política econômica, configurada no superávit fiscal, câmbio flutuante e juros altos a pretexto de manter a inflação na meta.

Ajuste fiscal

A plataforma vem sendo comparada à famosa Carta aos Brasileiros de junho de 2002, na qual o ex-presidente Lula, em nome da governabilidade, se comprometeu a respeitar os contratos e manter os fundamentos da política conservadora adotada pelo tucano FHC por orientação do FMI. As condições hoje são outras e as consequências da radicalização do tripé certamente serão mais dramáticas.

Marina, a exemplo do candidato do PSDB, Aécio Neves, está acenando ao poderoso e venerável "mercado" com um ajuste fiscal. Isto não vai resolver os problemas da economia e encaminhar o Brasil para a rota do crescimento sustentável. Embora esta seja a promessa, a experiência aqui e lá fora mostra que os resultados concretos são bem outros.

O exemplo mais recente e presente que temos de ajuste fiscal vem da Europa, traduzido principalmente, embora não só, nas receitas ditadas pelo FMI (em parceria com o Banco Central Europeu e a cúpula da União Europeia - a troika) aos países assolados pela crise da dívida externa, como é o caso da Grécia, Portugal, Irlanda e Chipre.

Recessão e desemprego em massa

Invariavelmente esses ajustes significam recessão econômica, desemprego em massa, cortes dramáticos dos gastos públicos, com demissões de funcionários, e degradação dos serviços públicos, destacadamente em saúde e educação, redução de direitos sociais, retrocesso e sofrimento para os povos.

Também na Europa os governos neoliberais garantiram que esta era a receita para sair da crise, mas o que se seguiu de fato foi o aprofundamento da recessão, uma situação que o economista Bradford DeLong, que foi vice-secretário assistente do Tesouro dos EUA, caracterizou como Grande Depressão.

No Brasil, que já vivenciou coisa parecida na sequência da crise da dívida externa, os efeitos de um novo ajuste fiscal não seriam diferentes. É preciso compreender que se tais ajustes não servem aos interesses da maioria da sociedade e, além disto, obstruem o desenvolvimento nacional, por outro lado eles favorecem os rentistas, parasitas da dívida pública, assegurando-lhes a valorização do capital. Por isto, e só por isto, são defendidos com tanta ênfase pelos economistas e pela mídia a soldo do sistema.

Estado mínimo

Mas não é só com o ajuste fiscal que Marina procura agradar sua nova santidade, o mercado financeiro (que agora parece estar curtindo um relacionamento sério com os evangélicos. O pastor Everaldo, que não tem a mínima chance de se eleger, quer entregar tudo aos grandes capitalistas, inclusive as últimas joias da coroa: Petrobras, BB e CEF).

A candidata do PSB promete independência para o Banco Central, medida de caráter neoliberal que sempre foi condenada pelas forças de esquerda no Brasil e que deixa a autoridade monetária totalmente nas mãos do mercado financeiro. Promete também reduzir o papel e a participação do Estado e dos bancos públicos na economia, ampliando consequentemente o espaço da iniciativa privada.

Contradições e demagogia

Marina lança uma vela a Deus e outra ao demônio ao levantar algumas bandeiras progressistas dos movimentos sociais - como o fim do fator previdenciário e a vinculação de 10% da Receita Corrente Bruta da União ao financiamento da saúde.

Mas aqui adentramos o terreno das contradições e da demagogia. Sabe-se que propostas como o fim do fim do fator previdenciário, 10% da receita da União para a saúde, mais verbas para os municípios, entre outras, não combinam com o ajuste fiscal prometido ao sistema financeiro.

A conta simplesmente não fecha, conforme observou o jornalista José Paulo Kupfer. "Fica a impressão de que, se papel aceita tudo, papel com programas eleitorais aceitam ainda mais. Diante da austeridade fiscal proposta, nem mesmo um crescimento em escala chinesa desde o início de seu governo permitiria fechar a conta".

Economistas de esquerda e lideranças dos movimentos sociais entendem que para contemplar as demandas da classe trabalhadora e do povo será preciso mudar a atual política econômica baseada no tripé neoliberal (câmbio flutuante, superávit fiscal e juros altos) e não aprofundá-la como promete Marina para deleite do sistema financeiro.

A mudança da política econômica defendida pelos movimentos sociais (fim do superávit fiscal primário, controle do câmbio, redução da taxa de juros e taxação das remessas de lucros) impõe limites, senão prejuízos, a banqueiros, rentistas e multinacionais, ou seja, contraria interesses de classe e justamente os poderosos interesses que Marina promete satisfazer. O programa da presidenciável pelo PSB vai em sentido diametralmente oposto aos interesses do povo brasileiro. É música para os ouvidos da oligarquia financeira nacional e internacional. Perguntar não ofende: será que o presidente do Partido Socialista Brasileiro, Roberto Amaral, concorda com a política econômica neoliberal proposta por Marina?

*Jornalista, membro da equipe da Presidência da CTB

sábado, 30 de agosto de 2014

Para Dilma, quem não governa com partidos flerta com o autoritarismo


A presidenta Dilma Rousseff (PT) afirmou hoje (30), em encontro com prefeitos de partidos aliados e lideranças políticas do estado de São Paulo, em Jales, no interior paulista, que em regimes democráticos, quem não governa com partidos "flerta com o autoritarismo”. A fala é alusiva ao programa de Marina Silva (PSB), que prevê uma “nova política”, independente da constituição de alianças e da composição de partidos. Ambas aparecem empatadas em pesquisa Datafolha divulgada ontem (29).


Líderes políticos peemedebistas e aliados declararam apoio à candidatura da presidenta e ao seu projeto político. Nas eleições de 2010, depois de participar de encontro estadual do PMDB, também em Jales, Dilma disparou nas pesquisas.

Falando sobre a importância dos partidos aliados para a governabilidade, Dilma disse que um povo que esquece suas lutas é um povo que não tem futuro. "Numa democracia, quem não governa com partidos está flertando com o autoritarismo. Não existe um único lugar em que haja regime democrático e que não haja partido. Aqui estão aqueles que lutaram pela democracia do Brasil, que lutaram pela distribuição de renda”, afirmou.

A presidenta destacou que os municípios têm de fazer parceria com o governo federal e afirmou: “Enquanto não sai (o pacto federativo), olhamos com todo carinho e respeito para os municípios. Somos favoráveis a aumentar em 1% o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) permanentemente”. Ela destacou que tem investido em obras de saneamento e mobilidade urbana, beneficiando também a população das pequenas cidades.

O vice-presidente Michel Temer, afirmando que, no caso da reeleição de Dilma, será feita uma grande revisão no pacto federativo em benefício dos municípios, defendeu que o Brasil continuará crescendo com a presidenta. “Dilma consegue dialogar com todos os setores. Quem consegue fazer isso é a presidente Dilma, uma estadista. (…) Dilma continuará construindo o Brasil.”

O presidente estadual do PMDB em São Paulo, candidato a deputado federal Baleia Rossi, disse que o estado teve várias conquistas com o apoio do governo Dilma. “Na maior crise internacional, Dilma não deixou o nosso país ser afetado. Temos o Minha Casa, Minha Vida em quase todas as cidades paulistas. Esses avanços não podem parar”, declarou.

Subsídios

Dilma qualificou de "gravíssimo" que uma das propostas de Marina Silva seja eliminar os subsídios estatais à atividade econômica. "São propostas aventureiras, obscurantistas e atrasadas, que são parte de uma oferta que parece avançada, mas é profundamente demagógica e que, sobretudo, não se sabe a que interesses servem", declarou Dilma.

No plano de governo apresentado ao eleitorado ontem (29), Marina propõe limitar os créditos preferenciais que os bancos estatais oferecem para o investimento privado em diversas áreas. No entanto, de acordo com Dilma, esses "subsídios" favorecem planos de construção de casas populares, obras de infraestrutura em transporte e em outras áreas, assim como vastos programas de agricultura familiar que "simplesmente acabarão" sem esse apoio estatal.

"Sem BNDES, acabam todos os programas", sustentou Dilma, que completou: "Se a proposta é reduzir o subsídio, temos que perguntar a esses candidatos: Vão manter o Minha Casa, Minha Vida? Vão manter os investimentos federais como monotrilho, VLT, rodoanel?", questionou a presidenta, citando projetos com apoio de financiamento federal.

Além da questão dos subsídios, Dilma também criticou a intenção da candidata do PSB de não dar prioridade à exploração das reservas de petróleo e gás do pré-sal, descobertas em águas profundas do oceano Atlântico pela Petrobras.

Se for colocado em prática o programa de candidatos com essas bandeiras, não só a Petrobras perderá importância, mas se restringirá a ação de todo os bancos públicos, que, segundo Dilma, foi uma das armas frente à crise global.

Assim como seu vice-presidente, Michel Temer, a presidenta também condenou a ideia de Marina Silva de governar com "os melhores" de todos os partidos políticos, mas não com as próprias formações.

O evento em Jales abriu as "Caravanas do PT", que mobilizarão milhares de militantes durante este fim de semana. Comboios de automóveis percorrerão principalmente as cidades com uma população inferior aos 30 mil habitantes que, segundo o secretário nacional de Relações Institucionais do PT, Romenio Pereira, são as que mais se beneficiaram com os planos sociais do governo Dilma.

Dom Demétrio

Antes do encontro de prefeitos, Dilma reuniu-se com o bispo da cidade, Dom Demétrio Valentini, na arquidiocese do município. Em 2010, quando o tema aborto foi usado por adversários para prejudicar a candidatura de Dilma, Dom Demétrio foi a principal voz da Igreja Católica a se levantar contra a politização do assunto. Ele adotou posição firme em defesa do direito de os eleitores escolherem livremente os candidatos.

Com informações da EFE/Redação do RBA

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Na pressão: prefeito de Serra Branca se “toca” e paga aporte do Garantia Safra

Com parcelas atrasadas em até 05 meses e depois das denúncias do vereador Paulo Sérgio Barros (PT do B), na tribuna da Casa Leidson da Silva e nas emissoras locais dando conta do problema que esta inadimplência causaria aos agricultores e agricultoras familiares, o prefeito perdeu a queda-de-braço e sem saída, teve que honrar com o compromisso de pagar a contrapartida do município ao Programa Garantia Safra.




O vereador Paulo Sérgio Barros disse que agora pode concentrar seus esforços noutra reivindicação, que é o abastecimento d’água das comunidades rurais. 

Gestores têm até dia 5 de setembro para aderirem à expansão dos serviços da assistência social

Gestores estaduais e municipais que participaram da primeira etapa do aceite do Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias têm até o dia 5 de setembro para aderirem à segunda etapa. O processo garantirá o repasse de recursos federais para expansão dos serviços de proteção social. No total, serão disponibilizadas 4.350 vagas para o aceite de serviços da assistência social nos Municípios e 2 mil vagas para os Estados.

Serão ofertados serviços nas modalidades abrigo institucional e casa de passagem. Antes de realizar o aceite, é necessário consultar a lista dos entes elegíveis, conhecer as resoluções relacionadas, analisar o Termo de Aceite, atentando para compromissos assumidos, além de preparar documentos e informações e submeter ao Conselho de Assistência Social respectivo.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta, porém, que são poucos os Municípios que estão habilitados para oferta desse serviço. A CNM explica que se trata da proteção social de alta complexidade, e geralmente os pequenos Municípios não tem demanda que justifique manter uma equipamento desses, por isso regionalizam o serviço.

Prazos

Os Estados e Municípios deverão implementar as novas unidades de acolhimento no prazo de seis meses. Os planos de acolhimento ou de reordenamento dos Municípios, com o cronograma de execução, deverão ser encaminhados à gestão de assistência social do estado respectivo no prazo de quatro meses após firmar o aceite.

Na regionalização, o Estado fica responsável pela coordenação, organização, estruturação e prestação da oferta, enquanto os Municípios apoiam o serviço e asseguram o atendimento familiar.

A CNM ressalta que o desenho da regionalização deverá ser pactuado na Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e deliberado no Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas). Nesse caso, os planos de acolhimento ou de reordenamento dos Estados deverão ser encaminhados ao MDS no prazo de quatro meses após o aceite.

Contra partida

A Confederação recomenda ainda que os gestores tenham atenção com a contra partida em relação ao custo com pessoal e estrutura administrativa, no momento da pactuação na CIB.

Com informações da CNM

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Vereadores governistas aprovam contas de 2012 do prefeito Eduardo Torreão

Como única matéria na Ordem do Dia, para discussão e votação na Câmara Municipal de Serra Branca, na sexta-feira, 22, as contas referentes ao exercício financeiro do prefeito municipal de Serra Branca Eduardo José Torreão Mota, foram aprovadas por 05 votos favoráveis, contra 03 desfavoráveis.

A votação, neste caso é secreta, mas considerando as discussões (defesas, acusações, justificativas, etc.) podemos ter a certeza dos votos.

Votaram favoráveis a aprovação os vereadores governistas Heydrich Dias, Diógenes Sales, Paulo Sérgio Araújo, Flávio Torreão e Carlos Kléber. Ao contrário votaram os vereadores Renan Mamede, Josenildo Gonçalves e Paulo Sérgio Barros.

A sessão foi presidida pelo vereador Heydrich Dias, considerando a ausência (para surpresa de todos) do vereador Hércules Holanda. (Teria o vereador presidente se omitido para continuar tentando enganar até o muro em que ele está sentado?)

As contas

Pela conclusão da Auditoria do TCE – Tribunal de Contas do Estado, após a análise da defesa, permaneceram as seguintes irregularidades:

- Abertura de créditos adicionais – suplementares ou especiais, sem autorização legislativa;
- Ocorrência de Déficit de execução orçamentária, sem a adoção das providências efetivas;
- Não realização de processo licitatório, nos casos previstos na Lei de Licitações, no valor de R$ 1.612.193,85;
- Não aplicação do piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública;
- Não aplicação do percentual mínimo de 25% da receita de impostos, compreendida e proveniente de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino – MDE;
- Omissão de valores da dívida fundada;
- Ausência de documentos comprobatórios de despesas, no valor de R$ 216.524,62.

Conclusão do Ministério Público

Ante ao exposto, o representante do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas opina pela:

A - Emissão de PARECER CONTRÁRIO à aprovação da presente Prestação de Contas quanto ao alcance dos objetivos de Governo, assim como a emissão de Acórdão pela IRREGULARIDADE DAS CONTAS no tocante aos atos de gestão referentes ao exercício financeiro de 2012, de responsabilidade do Senhor Eduardo José Torreão Mota;
B - IMPUTAÇÃO DE DÉBITO ao Senhor Eduardo José Torreão Mota, no valor apontado pela Auditoria, c/c a aplicação de MULTA PESSOAL prevista no inciso II do art. 56 da LOTC/PB ao Gestor supracitado, dado o conjunto de irregularidades e à Contadora do Município, devido as falhas contábeis;
C – RECOMENDAÇÃO ao Senhor Eduardo José Torreão Mota, reconduzido ao cargo de Chefe do Poder Executivo de Serra Branca, no sentido de não incorrer nas irregularidades aqui expostas; e
D – REPRESENTAÇÃO ao Ministério Público Comum para apurar as responsabilidades do Senhor Eduardo José Torreão Mota, Prefeito Constitucional de Serra Branca no exercício financeiro de 2012, por força dos atos referidos nesta Prestação de Contas.

TCE

Apesar de tais irregularidades o Conselheiro Relator, Arthur Paredes Cunha Lima, emitiu voto favorável para que o TCE emitisse Parecer Favorável à Aprovação das contas do prefeito Eduardo Torreão.

Segundo o relator todas as irregularidades são sanáveis, e paradoxalmente a isso, pediu a aplicação de multa ao gestor de 3 mil reais por infração grave à norma legal, visto que o prefeito infringiu as leis 4.320/64 e 8.666/93.

Voto antecipado

O vereador e advogado Diógenes Sales, em sua defesa do voto favorável às contas do prefeito, na tribuna da Casa Leidson a Silva, ressaltou que o voto naquela Casa Legislativa é meramente político, observando que vota sim pela aprovação das contas, assim como votará tantas quantas forem apresentadas, independente do relatório do TCE, e encaminhou também seu voto das próximas contas (2013, 2014, 2015 e 2016): de aprovação. 

Jornal Nacional vira personagem eleitoral

A eleição ganhou um personagem inesperado. Produto jornalístico de maior alcance no Brasil, o Jornal Nacional, da Rede Globo, virou alvo de vigilância, críticas e discussões, especialmente na internet. O ponto alto do protagonismo ocorreu depois da rodada de entrevistas com os principais presidenciáveis, sobretudo após a realizada com a petista Dilma Rousseff, na terça-feira 19.

Escrito por: André Barrocal

William Bonner e Patrícia Poeta apresentam o Jornal Nacional. Segundo um levantamento do jornalista Ricardo Amaral, biógrafo de Dilma, os apresentadores William Bonner e Patrícia Poeta ocuparam 35% dos 16 minutos da entrevista, o que atrapalhou a exposição dos pontos de vista presidenciais. No comitê eleitoral petista, reclama-se que Dilma não teve chance de falar tudo o que queria e que ela recebeu um tratamento arrogante por parte de Bonner. O comportamento do apresentador teria mostrado que a Globo censura a presidenta.

A impressão dos dilmistas de que o jornalista é arrogante com entrevistados coincide com a constatação de pesquisas internas encomendada pela Rede Globo e mantidas sob sigilo.

A primeira das entrevistas com presidenciáveis, com Aécio Neves, do PSDB, em 11 de agosto, também causou surpresa entre assessores e simpatizantes do tucano na internet. Não se esperava que Aécio fosse confrontado, e de forma dura, com um tema incômodo, como é o caso da obra construção de um aeroporto pelo tucano, quando governador de Minas Gerais, em um terreno perto de uma fazenda da família.

Bonner reagiu aos ataques generalizadas com uma mensagem no Twitter na quarta-feira (20). “Robôs partidários de todos os matizes insatisfeitos! Corruptos insatisfeitos! Blogueiros sujos insatisfeitos! Muito bom! Obrigado mesmo!”

O Jornal Nacional já era um personagem da campanha desde o fim de julho, quando pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj lançaram o "manchetômetro", um levantamento a respeito do espaço e do teor das reportagens sobre os presidenciáveis. De janeiro a 20 de agosto, diz o manchetômetro, o telejornal dedicou 1h22 a matérias desfavoráveis a Dilma e 3min e 32seg a favoráveis. No caso de Aécio, foram 7min e 42 seg a favor e 5min e 35seg contra.

O conteúdo do Jornal Nacional, programa mais lembrado pelos brasileiros quando se pergunta o que mais vêem na TV, com 35% de citações conforme uma pesquisa Ibope, levou Dilma e o ex-presidente Lula a lançarem uma página na internet para divulgar o que consideram feitos de seus 12 anos de governo. No ato de estreia do site Brasil da Mudança, mantido pelo Instituto que leva seu nome, Lula disse que estava claro que o telejornal era de “oposição”.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do País, o PT também anda às turras com a Globo. Na segunda-feira 18, o partido entrou no Tribunal Regional Eleitoral contra a emissora, acusando-a de censurar o postulante petista ao governo estadual, Alexandre Padilha. A emissora tinha resolvido que só faria reportagens diárias no SPTV com candidatos acima de 6% nas pesquisas. Padilha tinha 5% quando a decisão foi tomada, no início de agosto.

Em sua ação contra a Rede Globo, o PT diz que rádio e TV são as mídias que mais atingem os brasileiros e que, por serem concessões públicas, “não podem, até por isso, ser usados para beneficiar esse ou aquele candidato, essa ou aquela candidatura”. Pressionado, o SPTV entrevistou Padilha nesta quinta-feira 21, dentro de sua rodada de entrevistas com os candidatos ao governo paulista.

André Barrocal* é repórter da Carta Capital em Brasília

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A feira do voto

Quando qualquer veículo da imprensa faz manchete com a adesão de um grupo de políticos, com ou sem mandato, a um determinado candidato, era de se esperar que a notícia informasse aos eleitores em que bases esse apoios são definidos. Mas não é isto o que acontece. A tônica das adesões se resume ao número de votos que podem ser somados nessas negociações.

Nenhuma linha é escrita pelos articulistas sobre propostas políticas de tais enlaces entre os candidatos e seus apoiadores. Nenhum questionamento é feito. Nenhuma dúvida é levantada. Como se os políticos se aproximassem uns dos outros movidos apenas pelo carisma, pela boa vontade com o bem comum da coletividade, pelo altruísmo à moda de Comte.

Leia o texto na íntegra: "incaique" AQUI

Projeto prevê suspensão de alunos que desrespeitarem regras de conduta das escolas

Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 7307/2014, que prevê sanções aos estudantes que desrespeitarem as regras de conduta das escolas. O texto, de autoria do deputado Rogério Peninha Mendonça (PMDB/SC), irá acrescentar essas normas ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Dentre as justificativas para o PL, Mendonça destaca o aumento nos casos de violência contra professores na educação básica em escolas públicas e privadas. Ele também relata sobre a questão da depredação do patrimônio da escola, arrombamentos de salas de aula, e principalmente, atos de violência entre os próprios alunos.

Segundo a matéria, o ECA não menciona as obrigações dos estudantes em respeitar as regras de conduta das instituições de ensino para preservar o bom convívio com os demais membros da comunidade escolar.

Dessa forma, o projeto prevê que as crianças e adolescentes passem a observar as regras de conduta estabelecidas pela escola. No caso de descumprimento dessas obrigações, os alunos poderão ser suspensos das atividades escolares ou, em casos mais graves, encaminhados às autoridades judiciais competentes para as providências cabíveis.

Novo texto

O PL foi alterado pelo relator da matéria, o deputado Marcus Pestana (PSDB/MG), na Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF) na Câmara dos Deputados. O novo texto assegura que, em qualquer hipótese (suspensão ou encaminhamento à autoridade judiciária), é necessária a manifestação dos responsáveis legais da criança ou do adolescente.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) é favorável ao substitutivo do PL 7.307/2014 apresentado pelo relator na CSSF da Câmara. O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas Comissões de Seguridade Social e Família (CSSF), de Educação (CE) e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados.

Com informações da CNM

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Coordenação estadual realiza capacitação do Garantia Safra 2014/2015

A Coordenação Estadual do Programa Garantia Safra, com apoio da EMATER e MDA, realizará eventos territoriais visando capacitar Técnico da EMATER local, Secretário Municipal de Agricultura, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e Presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, para darmos início ao processo de implementação do Programa Garantia Safra 2014/2015.

A capacitação do Território Cariri Ocidental será amanhã, 27, às 09h, no auditório da UFCG – Sumé.

Com informações de Ivanilza Fernandes Macêdo
Coordenação Estadual do Garantia Safra - GEOR/SEDAP/PB

Polícia da Paraíba desarticula quadrilha de roubou bancos de Serra Branca e Taperoá

Imagens da época
A Polícia Civil da Paraíba, por meio da 15ª Área Integrada de Segurança Pública (Aisp), com sede na cidade de Patos, desarticulou nesta terça-feira (26) uma quadrilha especializada em roubo a bancos no Norte e no Nordeste. A ação teve apoio do Ministério Público.

A prisão fez parte da ‘Operação Canga’, cujos mandados de prisão temporária foram cumpridos no município de Princesa Isabel, na Paraíba, e nos estados de Alagoas e Rio Grande do Norte. Foram presos seis homens suspeitos de roubar duas agências bancárias em Princesa Isabel, em maio do ano passado. A quadrilha já teria agido pelo menos 12 vezes em seis Estados do país.

De acordo com o delegado seccional da cidade de Patos, Cristiano Jacques, que coordenou a operação, a quadrilha era formada por 12 integrantes. Dois foram mortos durante as investigações do roubo de 2013 em Princesa Isabel e outros quatro já foram identificados e a polícia solicitou os mandados de prisão à Justiça.

Na época do assalto, a quadrilha portava armas de grosso calibre e usava roupas do Exército Brasileiro. Eles roubaram as agências do Banco do Brasil e Bradesco, no Centro da cidade, e ainda invadiram a sede do Ministério Público. O bando trocou tiros com a polícia em uma ação que durou cerca de uma hora.

'Novo cangaço'

Segundo a autoridade policial, o grupo praticava assaltos com abordagens conhecidas como 'novo cangaço'. “O nome da operação deriva das práticas do cangaço, quando a violência era usada sem limites para conseguir o que se pretendia nas cidades invadidas. No caso específico deste bando que prendemos hoje, os membros atuavam de forma organizada em vários Estados, sempre com emprego de armamento de fogo de alta capacidade de destruição, como fuzil, submetralhadoras e pistolas”, explicou.

A Polícia Civil investigava o grupo há mais de um ano e conseguiu evitar outros roubos em estados do Norte e Nordeste, com o apoio de policiais locais. Outro dado relevante, segundo o delegado Cristiano Jacques, era que a quadrilha planejava um novo assalto ao município de Princesa Isabel, já que eles tendiam a repetir suas ações bem sucedidas tempos depois.

Durante todo o processo de levantamento de informações e de identificação dos envolvidos nos assaltos a Polícia Civil da Paraíba contou o com apoio da Polícia Civil da Bahia, Pernambuco e Alagoas, além de agentes da Polícia Federal do Rio Grande do Norte. “O grupo era chefiado por José Valdetário Benedito Carneiro, que é natural da cidade de Caraúbas, no Rio Grande do Norte. Dois dos integrantes do grupo, Antônio Mouro e Rafael Alves, que participaram ativamente do roubo em Princesa Isabel, foram mortos em confronto com a polícia, no assalto realizado em Minas Gerais. Em decorrência das mortes dos componentes, a quadrilha migrava para outros Estados, e organizava um novo grupo, com novos participantes, para continuar realizando as ações criminosas”, disse Jacques.

Para o delegado, o modo de articulação da quadrilha chamava atenção. “Eles eram organizados. Dividiam tarefas, com um grupo de execução e outro de levantamento de informações (quantidade de policiais no local, volume de dinheiro nos bancos, rotas de fuga, bloqueios com veículos queimados). Indícios apontam para a participação de pessoas do município com a apuração de dados para que a quadrilha pudesse executar o crime e não ser presa”, afirmou o delegado.

O grupo tinha assaltado agências em Santana do Araguaia, no Pará, em 2011 e 2012. Em Taperoá, no cariri paraibano, em 2011; Tanque Novo, Bahia em 2012; Coremas, Paraíba em 2012; Mata Grande, Alagoas, em 2012; Serra Branca, Paraíba; Castro Alves, na Bahia; Amargosa, também na Bahia em 2013; Cocos, Bahia, em 2013 e 2014; Princesa Isabel, Paraíba, em 2013; em Vila Rica, Minas Gerais, em 2013, e Curimatá, no Piauí, em 2014.

Nome dos criminosos identificados:

Antônio Moura (morto em confronto com a Polícia).
Rafael Alves de Carvalho (morto em confronto com a Polícia).
Evanaldo Galdino da Silva.
Evandro Vieira de Lima.
Francisco Evanaldo Gomes da Silva.
Régis Wagner Alves de Lima.
Francisco Gleison Dantas de Oliveira.
Ivanildo Pereira Cavalcante
Willians da Silva Xavier.

Com informações da Secom-PB