domingo, 23 de novembro de 2014

Perguntas e respostas da Operação Lava Jato

Entenda o esquema de cartel e lavagem de dinheiro que pode ter desviado bilhões dos cofres públicos

Deflagrada em 14 de novembro, a sétima fase da Operação Lava Jato causou um certo choque pelo ineditismo de seus alvos: executivos de algumas das maiores empreiteiras do Brasil foram parar na cadeia por envolvimento naquele que pode ser um dos maiores escândalos de corrupção da história do País. A ação é o desdobramento de uma investigação que chegou ao público em março e que pode, a depender de seu andamento, levar políticos para a prisão. Abaixo, algumas perguntas e respostas a respeito da Lava Jato.

O que é a Operação Lava Jato?
É uma investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal a respeito de uma organização criminosa formada por políticos, funcionários públicos, executivos de empreiteiras e doleiros. As empreiteiras distribuíam entre si contratos com órgãos públicos, em especial a Petrobras, mediante o pagamento de propina e desvio de dinheiro público, que era repassado a partidos políticos.

Por que a Lava Jato está na sétima fase, o que aconteceu antes?
A Lava Jato foi deflagrada em 17 de março de 2014 e se concentrava no combate ao crime de lavagem de dinheiro, com foco na atuação do doleiro Alberto Youssef. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa era um dos alvos e foi preso em 20 de março. A partir de grampos, documentos apreendidos e dos depoimentos, a PF e o MPF chegaram ao esquema de desvio de dinheiro público. Desde então, conforme avançam as investigações, novas fases da operação são realizadas.

Como funcionava o esquema?
De acordo com o MPF, as empreiteiras se reuniam e decidiam previamente quem executaria cada uma das obras oferecidas pelo poder público. Ao valor da oferta apresentada nas licitações era acrescentado um determinado porcentual, que era desviado para funcionários públicos e partidos políticos. Essa verba era repassada pelas empreiteiras à quadrilha por meio de empresas de “consultoria” ligadas aos integrantes do esquema, “lavando” o dinheiro.

Quem comandava a quadrilha?
De acordo com a PF e o MPF, o doleiro Alberto Youssef era o operador financeiro do esquema, enquanto o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa era o operador político. Em depoimentos à Justiça, Costa afirmou que o esquema funcionava também em outras diretorias da Petrobras, como Serviços, Gás e Energia, Produção e Internacional. Há suspeitas também de que a quadrilha agia na Transpetro, subsidiária da estatal. Na sétima fase da Lava Jato, um dos presos foi Renato de Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras.

Quais empreiteiras faziam parte da quadrilha?
Em novembro, na sétima fase, a Lava Jato investigou executivos de nove empreiteiras: Camargo Corrêa, OAS, UTC/Constram, Odebrecht, Mendes Júnior, Engevix, Queiroz Galvão, Iesa Óleo & Gás e Galvão Engenharia.

Quanto dinheiro o esquema desviou?
Segundo as investigações, o esquema de lavagem de dinheiro investigado originalmente movimentou até 10 bilhões de reais. Não há, por enquanto, informações a respeito de quanto dinheiro público foi desviado.  Em despacho divulgado em novembro, o juiz federal Sergio Moro, responsável pelo caso, afirmou que os danos sofridos apenas pela Petrobras “atingem milhões ou até mesmo bilhões de reais”. Em março, quando Youssef foi preso, a PF encontrou com ele uma lista de 750 obras que envolviam grandes construtoras e obras públicas.

Por que a maior parte das notícias sobre a Lava Jato envolve só a Petrobras?
Porque toda investigação precisa de um foco e a apuração da PF e do MPF teve início com Youssef e Paulo Roberto Costa. À medida que mais informações forem obtidas por esses órgãos, a investigação deve ser ampliada. Ainda que o foco esteja na Petrobras, outras empresas públicas já apareceram nas investigações, como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), uma das principais concessionárias de energia elétrica do Brasil, que teria firmado contrato com uma empresa de fachada pertencente a Alberto Youssef.

Quem foi beneficiado pelo esquema?
Até aqui, depoimentos de Costa e Youssef indicam que o dinheiro repassado a partidos políticos serviu para irrigar os cofres de PT, PMDB e PP. Segundo as declarações de Costa à Justiça Federal, no caso do PT quem recebia e distribuía o valor era o tesoureiro do partido, João Vaccari Neto. No caso do PMDB, o operador seria Fernando Soares, conhecido como “Fernando Baiano”.

Paulo Roberto Costa também afirmou que intermediou o pagamento de 20 milhões de reais para o caixa 2 da campanha do então candidato à reeleição ao governo de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), em 2010. Outro nome citado é o da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), cuja campanha ao Senado, segundo Costa, recebeu 1 milhão de reais do esquema de desvios da estatal.

Outro envolvido no esquema seria o ex-presidente do PSDB, Sergio Guerra, morto em março deste ano. Segundo Paulo Roberto Costa, ele teria pagado propina a Guerra em 2009, para que ele esvaziasse uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretendia esclarecer as denúncias de corrupção na Petrobras. Segundo Costa, Guerra o procurou e cobrou 10 milhões de reais para que a CPI, aberta em julho de 2009, fosse encerrada. O pagamento, que teria sido feito depois do encerramento da CPI, teria sido feito pela Queiroz Galvão. Além disso, Leonardo Meirelles, um dos donos do Labogen, laboratório usado por Youssef para lavar dinheiro ilegal, disse acreditar que "o PSDB e eventualmente algum padrinho político do passado e provável conterrâneo ou da região do senhor Alberto" foram beneficiados nos desvios de dinheiro da Petrobras.

Todos os partidos e políticos citados negam envolvimento no esquema.

Desde quando existe o esquema?
O Ministério Público Federal afirma que o esquema de cartel das empreiteiras em obras da Petrobras existe há pelo menos 15 anos. “Muito embora não seja possível dimensionar o valor total do dano, é possível afirmar que o esquema criminoso atuava há pelo menos 15 anos na Petrobras" escreveram os procuradores na petição em que pedem autorização para a deflagração da sétima fase da Operação Lava Jato.

As indicações para as diretorias da Petrobras são políticas?
Sim. Paulo Roberto Costa, por exemplo, foi indicado pelo PP para a Diretoria de Abastecimento da estatal. Em um de seus depoimentos à Justiça Federal, Costa contou desde quando isso ocorre: "Desde que eu me conheço como Petrobras, as diretorias da Petrobras, e a presidência da Petrobras foram sempre por indicação política. Eu dava sempre o exemplo (...) ninguém chega a general se não for indicado. Você, dentro (...) das Forças Armadas, [se não tiver indicação] você para como coronel e se reforma como coronel. Então, as diretorias da Petrobras, quer seja no governo Collor, quer seja no governo Itamar Franco, quer seja no governo Fernando Henrique, quer seja nos governos do presidente Lula, foram sempre por indicação política, e eu fui indicado, realmente, pelo PP, para assumir essa Diretoria de Abastecimento".

Existe alguma relação entre a Lava Jato e o "mensalão"?
Assim como o "mensalão", a Lava Jato é uma nova tentativa de entender a promíscua relação entre partidos políticos, doações eleitorais e licitações milionárias. Até aqui, a relação entre os dois casos se dá pelo fato de que Youssef, segundo o MPF, lavou 1,16 milhão de reais repassados pelo empresário Marcos Valério, operador do "mensalão", a José Janene (PP-PR), então líder do PP na Câmara e um dos réus do "mensalão". Além disso, a corretora Bonus-Banval, citada na denúncia do "mensalão" como uma das empresas usadas para lavar dinheiro, é apontada como pertencente a Alberto Youssef.

Qual é o futuro da Lava Jato?

Os processos e investigações referentes à Lava Jato seguirão em duas mesas distintas. Enquanto o juiz federal Sérgio Moro continua com suas diligências em Curitiba a fim de provar o esquema criminoso envolvendo as empreiteiras, doleiros e empresas públicas, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, debruça-se sobre as provas para, perante o STF, conduzir a investigação dos detentores de foro privilegiado, os políticos.

Da redação de Carta Capital

Municípios devem assumir ativos de iluminação pública até 31 de dezembro deste ano

Termina no dia 31 de dezembro deste ano o prazo para que os Municípios de alguns Estados assumam os ativos de iluminação pública. A transferência é obrigatória, de acordo com a Resolução 414/2010, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A pedido da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o prazo para as transferências, que deveria ocorrer em setembro de 2012, foi prorrogado por duas vezes.

Os governos municipais serão, a partir do primeiro dia de 2015, responsáveis pela manutenção do sistema de iluminação pública. Municípios do Amazonas, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco e São Paulo precisam receber das operadoras esta obrigação. Os serviços que passarão a ser feitos pelas prefeituras são: a troca de luminárias, de postes utilizados exclusivamente para iluminação pública, lâmpadas, reatores, relês e outros materiais destinados à iluminação de ruas e praças de uso comum.

Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins são responsáveis pelos ativos de iluminação pública antes da Resolução da Aneel. Portanto, os Municípios destes Estados estão em conformidade com esta obrigação.

A CNM faz advertências: o Município passará a manter uma rede utilizada à exaustão pelas distribuidoras de energia elétrica. Por isso, quando receber os ativos, o gestor municipal deve estar atento a alguns aspectos. Os ativos precisam estar em boas condições de uso; a distribuidora deve disponibilizar o cadastro de todos os pontos de iluminação pública com, pelo menos, a identificação da localização, tipo e potência de cada lâmpada e luminária; é importante verificar se a distribuidora efetuou alguma dedução a título de Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (CIP) e ficou com parte do tributo que é do Município.

Quanto ao último aspecto é relevante destacar que o valor arrecadado pela distribuidora de energia elétrica referente a CIP deve ser repassado integralmente ao Município. O ente municipal pode decidir de que forma será feita a manutenção dos ativos de iluminação pública. As opções são: celebrar contrato com a distribuidora de energia elétrica; fazer a manutenção com equipe própria; licitar a contratação de empresa especializada na manutenção dos ativos; e firmar consórcio com outros Municípios. A decisão cabe somente à administração local.

Com informações da CNM

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Pascar abre concurso para escolha do nome da Mascote do Projeto Solo na Escola

O Programa de Ações Sustentáveis para o Cariri - PASCAR, do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido, da Universidade Federal de Campina Grande está realizando o concurso cultural “Escolha o nome da mascote do Projeto Solo na Escola/UFCG”. Trata-se de uma ação de incentivo destinada a toda comunidade estudantil do Cariri paraibano.

O objetivo do concurso é incentivar e destacar a capacidade criativa e inovadora dos estudantes, com a finalidade de criar um nome para nossa mascote, que será a porta-voz nas ações do Projeto Solo na Escola/UFCG e terá a responsabilidade, no futuro, de dedicar seus esforços junto a agentes multiplicadores da Educação em Solos para promover o uso correto e sustentável do solo, visando a conservação dos solos, a produção de alimentos saudáveis, a proteção da saúde humana e do meio ambiente.

Podem participar do concurso estudantes que compõem a comunidade estudantil do ensino formal (Fundamental e Médio) da rede pública e privada do Cariri Paraibano.

As inscrições devem ser entregues na sede do Laboratório de Solos, LASOL/CDSA/UFCG, na Rua Luiz Grande, SN, Bairro Frei Damião, CEP: 58.540-000 Sumé/PB, até o dia 24 de novembro de 2014, seguindo as normas que estão no edital do concurso cultural (disponível no sítio eletrônico do CDSA: www.cdsa.ufcg.edu.br).

O candidato vencedor será premiado com um telefone celular. O resultado será divulgado no sítio eletrônico do CDSA. A premiação será na II Feira de Solos, que acontecerá na Praça José Américo, no Dia Mundial do Solo, 5 de dezembro.

Com informações de Rosenato Barreto

Capoeira agora é Patrimônio da Humanidade

Dança, luta e símbolo de resistência, a capoeira de roda será reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Na semana que vem, em Paris, o Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural e Imaterial da Unesco anuncia sua decisão. Foram feitos 46 pedidos de registro pelos Estados-Membros, sendo que 32 foram recomendados pelo órgão técnico do comitê, entre os quais está o da capoeira – o único apresentado pelo Brasil e um dos três bens da América Latina na lista.

No dossiê de candidatura, de 25 páginas, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) enumera uma série de ações para difundir a modalidade e propõe medidas de salvaguarda orçadas em mais de R$ 2 milhões, como a produção de catálogos e encontros.

O documento destaca que o registro vai favorecer a consciência sobre o legado da cultura africana no Brasil e o papel da capoeira no combate ao racismo e à discriminação. O dossiê lembra que a prática chegou a ser considerada crime e foi proibida durante um período da história. Hoje, a capoeira é praticada até fora do país.

“A capoeira é uma manifestação cultural de muitas dimensões. É ao mesmo tempo luta, dança e jongo, tão ligada à nossa história, à nossa sociedade, que é um pouco do que é o povo brasileiro”, explicou a diretora do Departamento do Patrimônio Imaterial do órgão, Célia Corsino.

Já reconhecida como patrimônio cultural pelo Iphan desde 2008, a capoeira envolve os praticantes por meio do canto, dos instrumentos típicos como o berimbau e o atabaque, em uma roda, onde os golpes se confundem com a dança. Uma prática que é, ao mesmo tempo, jogo e brincadeira.

“A capoeira não é só um jogo, a capoeira é muito mais do que isso, a história da capoeira se confunde com a própria história do país, já foi utilizada até em guerra, como a do Paraguai”, diz mestre Paulinho Salmon, capoeirista e professor por mais de 50 anos. Ele faz parte de um comitê de mestres de capoeira no Rio que discute medidas de salvaguarda com o Iphan.

Os pedidos dos mestres para proteger a capoeira e seu aval para registrá-la como patrimônio da humanidade também foram levados em conta no dossiê entregue à Unesco. Entre eles, a possibilidade de a capoeira se tornar disciplina obrigatória nas escolas e nos encontros de troca de conhecimento. Segundo mapeamento do Iphan, a modalidade é praticada por todo o país.

No documento que recomenda o registro, o comitê técnico da Unesco destaca que a capoeira nasce da resistência contra a discriminação e favorece a convivência social entre pessoas diferentes. “[A roda] funciona como uma afirmação de respeito mútuo entre comunidades, grupos e indivíduos e promove a integração social e da memória da resistência à opressão histórica.”

No pedido, o Iphan também cita ações como o registro nacional da capoeira de roda como um bem cultural, a criação de grupos de trabalho, encontros e o prêmio Viva Meu Mestre, desenvolvidos com a sociedade civil e órgãos de governo.

Para o futuro, como patrimônio da humanidade, são sugeridas medidas para promover a capoeira, contextualizá-la como legado africano no Brasil, além de mapear as rodas e seus mestres.

Conhecido como um dos maiores portos de desembarque de africanos, o Brasil organiza para 2015 o pedido de registro como patrimônio da humanidade do Cais do Valongo, no centro do Rio de Janeiro.

Estima-se que o país tenha recebido 40% de todos os africanos escravizados que chegaram vivos às Américas e, desses, cerca de 60% entraram pelo Rio de Janeiro, segundo o antropólogo e fotógrafo Milton Guran, do Comitê Científico Internacional do Projeto Rota do Escravo da Unesco. O Cais do Valongo é considerado sagrado por religiões de matriz africana.

Fonte: Agência Brasil

Empreiteiras repassaram mais de 21 milhões de reais a candidatos da oposição

Aécio Neves, Geraldo Alckmin, José Serra, Antonio Anastasia, Pimenta da Veiga, do PSDB, e Eduardo Campos, do PSB, receberam das empreiteiras envolvidas na Lava Jato

Os principais candidatos dos partidos de oposição, PSDB e PSB, receberam R$ 21,2 milhões do “clube” de empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras. As informações foram passadas à Polícia Federal pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef, no inquérito da operação Lava Jato.

O “clube”, expressão utilizada pelos criminosos para se referir às empresas denunciadas à Justiça em acordo de delação premiada, é formado pelas empreiteiras Camargo Correa, UTC, OAS, Odebrecht, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Iesa, Engevix e Toyo Setal. Os dados sobre as doações constam do sistema de prestação de contas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disponível na internet.

O candidato à presidência pela oposição, senador Aécio Neves (PSDB-MG), tem até o dia 25 para fazer a prestação de contas relativa ao segundo turno. Apenas no primeiro turno, ele recebeu R$ 4 milhões de duas das empreiteiras do clube.

O valor equivale a cerca de 10% do total de doações pessoais que Aécio Neves arrecadou até 2 de setembro – R$ 40.658.107,66 –, descrito no sistema do TSE. Esse valor deve aumentar quando acrescido das informações relativas ao segundo turno.

Por enquanto, o governador reeleito por São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, foi, dentro da oposição, o maior beneficiário do “clube”. Ele obteve cerca de R$ 8,5 milhões das empreiteiras, do total de mais de R$ 40,5 milhões arrecadados individualmente para a campanha ao governo paulista.

Pimenta da Veiga, o tucano derrotado na eleição ao governo de Minas Gerais pelo petista Fernando Pimentel, recebeu quase R$ 3,9 milhões do “clube”. No total, Veiga arrecadou R$ 40,4 milhões. O senador José Serra (PSDB-SP) arrecadou R$ 2,53 milhões do grupo denunciado à Justiça. No total, Serra obteve R$ 10,7 milhões em arrecadação eleitoral.

O ex-governador mineiro Antonio Anastasia, sucessor de Aécio, em 2011, foi eleito senador graças a quase R$ 1 milhão em doações do grupo de empreiteiras, de um total de R$ 18,1 milhões que conseguiu arrecadar. O antecessor de Marina Silva na candidatura socialista, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, obteve R$ 1,27 milhão das empreiteiras. Até falecer em um acidente de avião, em agosto, o TSE havia registrado para Campos doações totais no valor de R$ 17,6 milhões. Marina só recebeu R$ 48,5 mil de um montante de R$ 43,95 milhões arrecadados para o PSB.

Por Márcio de Morais

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Trabalho e Compromisso vence a eleição para a diretoria do CDSA

Com a maioria de votos adquirida nos três segmentos da comunidade acadêmica do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido da UFCG, a chapa “Trabalho e Compromisso: O CDSA Segue em Frente”, tendo como candidato a diretor José Vanderlan Leite de Oliveira e a vice-diretor José Irivaldo Alves Oliveira Silva (foto), venceu a disputa pela direção do Centro, concorrendo com a chapa “RenovAÇÃO Sustentável”, que tinha como candidatos a diretor Paulo César Oliveira Diniz e vice-diretor Rômulo Augusto Ventura Silva.

A votação nominal nas chapas ficou o seguinte: no segmento Alunos a chapa Trabalho e Compromisso com 387 votos, a RenovAÇÃO Sustentável, 220 votos e brancos/nulos, 1 voto. No segmento Professores, a chapa Trabalho e Compromisso recebeu 43 sufrágios, a RenovAÇÃO Sustentável, 31 e, brancos/nulos, 2. Já no segmento Técnico-Administrativos foi registrado o resultado com maior diferença entre as chapas, ficando a Trabalho e Compromisso com 33 votos, a RenovAÇÃO Sustentável com 2 e branco/nulos, 1 voto.

“Estou agradecido pela escolha de nossa chapa pela comunidade acadêmica para administrar o CDSA. É a confirmação do trabalho que estamos realizando a frente da direção”, destacou o diretor reeleito Vanderlan Leite.

“A eleição foi o reconhecimento de um trabalho já realizado e a legitimação para um novo. Foi muita responsabilidade destinada a nós”, disse o candidato a vice-diretor eleito, Irivaldo Oliveira.

Com informações de Rosenato Barreto

Vereador Carlos Kléber afirmar que entregou defesa dentro do prazo

Considerando a matéria publicada recentemente, de que a sessão extraordinária da Casa Leidson da Silva, marcada para a última segunda-feira, 17, não aconteceu devido a não apresentação da defesa por parte do vereador Carlo Kléber, à Comissão Processante que analisa a denúncia do Ministério Público sobre a Falta de Decoro Parlamentar, o vereador entrou em contato com o editor deste blog e afirmou que entregou sua defesa dentro do prazo estabelecido pela presidência, na última sessão ordinária ocorrida no dia 07 de novembro.

Segundo o parlamentar, lhe foi dado um prazo 10 dias desde a última sessão, portanto até a segunda-feira, dia 17, o que foi feito. Disse ainda que cabe a comissão analisar e apresentar em plenário para deliberação do pleno. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Você, racista?

Confira novo texto de Zizo Mamede em sua coluna "Entre Aspas".


A padroeira da comunidade católica, num bairro fundado por famílias descendentes de africanos, é Nossa Senhora Aparecida, a mesmíssima  que a padroeira do Brasil. Essa história vem dos anos de 1980, quando sopravam os ventos renovadores da chamada Teologia da Libertação e fermentavam as comunidades eclesiais de base, as CEBs. Mas, aquela história de padroeira “negra” não era uma escolha tranquila.

“Mãe do céu morena” era o hino mais entoado nos momentos mais fortes da liturgia comunitária e certa vez alguém perguntou se “a Senhora Aparecida era, afinal de contas, negra ou morena?” - A resposta mais repetida foi que “ela era daquela cor porque sua imagem foi encontrada por pescadores na lama de um rio”.

Quem compôs “Mãe do céu morena” foi o famoso Pe. Zezinho. Fato é que grande número de pessoas pardas ou negras se identificam como sendo morenas e, em termos de cor da pele, cada um é aquilo que diz ser. No caso, Aparecida não se pronunciou, foi proclamada.

Confira a íntegra do texto AQUI

Aesa prevê mais chuvas no Sertão e Cariri nas próximas horas

A Região do Cariri deve receber mais chuvas nas próximas 24 horas. De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), as precipitações foram provocadas pelo fenômeno meteorológico conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul, que traz umidade da região amazônica para o Nordeste.

O açude Campos, no município paraibano de Caraúbas, que estava praticamente vazio há quatro meses, está recebendo recargas de chuvas que atingem a região do Cariri. “Campos tem hoje mais de 600 mil metros cúbicos de água e está com quase 10% de sua capacidade. Com essa recarga, a Cagepa já pode já pode abastecer a população da cidade de Caraúbas com os recursos desse açude”, informou o gerente de Monitoramento e Hidrometria da Aesa, Alexandre Magno

Além de Caraúbas, nas últimas 24 horas foram registradas chuvas significativas nos municípios de São João do Cariri (105 mm), São José de Piranhas (103,8 mm), Tenório (97 mm), Jericó (82 mm) e Malta (78,5 mm). “Prevíamos precipitações, mas não com essa intensidade. Ainda estamos contabilizando a recarga de outros açudes, mas já deu para perceber que algumas cidades do Cariri e Sertão tiveram índices bem representativos”, avaliou Magno.

De acordo com o boletim meteorológico da Aesa, a previsão é de mais chuvas isoladas nessas regiões nas próximas 24 horas. “As condições de instabilidade atmosférica permanecem sobre boa parte do estado da Paraíba. Com isto, ainda são esperadas chuvas, especialmente nas regiões do Sertão, Alto Sertão e Cariri, principalmente entre os períodos da tarde e noite”, informou a meteorologista Carmem Becker.

Com informações da Secom-PB